Mário Palmeiro

Escritor, professor, educador e político brasileiro, Mário de Ascenção Palmério, nascido a 1 de março de 1916, em Monte Carmelo, em Minas Gerais, e falecido a 24 de setembro de 1996, em Uberaba, também em Minas Gerais, destacou-se como romancista e como responsável pela criação da cidade universitária de Uberaba.
Aos 19 anos, ingressou numa escola militar do Rio de Janeiro, mas desistiu ao fim de um ano devido a problemas de saúde. Foi então trabalhar num banco em São Paulo, cidade onde também deu aulas de Matemática. Passado algum tempo, dedicou-se em exclusivo à atividade de professor.
A partir de 1945 foi um dos principais impulsionadores da cidade universitária em Uberaba, onde se vivia uma época de um grande desenvolvimento.
Em 1950, Mário Palmério envolveu-se também na política e foi eleito deputado federal em representação de Minas Gerais, integrando as listas do Partido Trabalhista Brasileiro. Acumulou então as carreiras de educador e de deputado. Paralelamente, concluiu, em 1955, o curso superior de Guerra.
No ano seguinte, estreou-se na literatura com Vila dos Confins, um romance que começou por ser um relatório ligado à sua atividade política, nomeadamente sobre fraudes eleitorais.
Em 1962, afastou-se da política e seguiu a carreira diplomática, tendo sido nomeado embaixador do Brasil no Paraguai, onde esteve colocado dois anos. Quando regressou ao Brasil, isolou-se na sua fazenda no sudoeste de Mato Grosso para se dedicar em exclusivo à escrita. Em 1966, lançou Chapadão do Bugre, romance inspirado numa chacina política ocorrida no início do século XX na cidade mineira de Passos. Para escrever esta obra, que foi muito bem aceite pela crítica, o autor recolheu muito material sobre a linguística e os costumes regionais.
Mário Palmério, entretanto, encetou uma série de viagens de barco pelo rio Amazonas e afluentes para recolher dados sobre a realidade física, social e cultural da região.
Ingressou na Academia Brasileira de Letras a 22 de novembro de 1968.
Mário Palmério morreu a 24 de setembro de 1996, em Uberaba, para onde tinha regressado em 1987, com o intuito de presidir às Faculdades Integradas da cidade.
Deixou por publicar o romance O Morro das Sete Voltas.
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