Martinho V

Papa italiano, chamado Otão Colonna, era cardeal diácono na altura da sua eleição, que marcou o fim do cisma entre os papas de Avignon e os de Roma.
Iniciou-se então a reforma da Igreja, tendo constituído uma comissão de reforma com seis cardeais, entre outros. Foram emitidos sete decretos reformatórios, a 20 de março de 1418: a suspensão dos cargos daqueles que tivessem sido ordenados por simonia, a supressão das isenções concedidas a mosteiros durante o cisma, obrigação de o titular de um benefício residir na localidade do mesmo e destituir os bispos não consagrados, modificação da conduta e do vestuário abusivo dos clérigos ordenados, recusa do papa de receber as rendas dos cargos vagantes, anulação das uniões feitas para colocar sob um só título vários benefícios e abolição da concessão dos dízimos e compromisso em não impor novos, exceto em casos graves.
Durante o seu pontificado finalizou o Concílio de Constança, no dia 22 de abril de 1418. No dia seguinte, o papa saiu em direção a Itália, onde tinha de impor a sua autoridade, uma vez que Roma estava ocupada pela rainha Joana de Nápoles, Bolonha por outro qualquer senhor local, e em situações similares se encontravam muitas outras cidades. Após algumas negociações, conseguiu-se que a rainha Joana saísse de Roma, entrando por sua vez Martinho a 29 de setembro de 1420. Dado o estado calamitoso da Cidade Eterna, foi necessário empreender muitas e complexas obras de reconstrução, sendo contratados artistas como Masaccio e Giacomo Bellini.
Entretanto, foi contratado o condottiere Braccio da Montone, que reconquistou os Estados Pontifícios, enchendo-se progressivamente os cofres do tesouro papal.
O poder da Santa Sede tinha voltado a ser efetivo e a reforma continuava, tornando a disciplina mais rígida.
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