Maserati

A Maserati, marca italiana de automóveis desportivos, teve a sua génese no início do século por iniciativa de Carlo Maserati, que construía motores. Antes de morrer, em 1910, trabalhou para marcas como a Fiat, a Bianchi e a Isotta-Fraschini. Nesta última empresa trabalhavam alguns dos seus irmãos, como Alfieri, que se especializou em preparar carros desta marca. Em 1914, abriu uma oficina sua e depois da Primeira Guerra Mundial, que terminou em 1918, inaugurou uma fábrica em Milão, que depois transferiu para Bolonha. Foi nesta última cidade que começou a construir de raiz os primeiros carros de corrida, mas recorrendo a chassis Isotta-Fraschini e a motores de aviões.
O primeiro Maserati, nomeado Tipo 26, ficou pronto para correr na clássica corrida italiana Targa Florio de 1926 e, desde logo, impressionou o público e a concorrência. O carro com 1500 cc e um motor de oito cilindros em linha ganhou o seu escalão.
A Maserati começou a ter clientes e a desenvolver os seus carros e em 1929 um modelo seu bateu o recorde de velocidade numa extensão de dez quilómetros. O modelo Tipo26 continuou a entrar em provas até 1930, numa altura em que o motor já tinha uma cilindrada de 2800 cc.
No entanto, a marca italiana estava numa difícil situação financeira quando Alfieri morreu em 1932, mas os seus irmãos Ettore e Bindo deram continuidade à Maserati, criando modelos bem sucedidos como o Tipo 8CM ou o Tipo 6CM.
Em 1937, devido às dificuldades financeiras, os dois irmãos tiveram de vender a empresa à família Orsi. Contudo, no contrato de venda ficou estipulado que continuariam a trabalhar na Maserati. Mas saíram ao fim de dez anos, quando a família Orsi insistiu em construir carros de estrada. Fundaram então a OSCA. Entretanto, a Maserati já tinha ganho em 1939 e 1940 a mítica corrida norte-americana de Indianápolis, naqueles que foram os únicos triunfos italianos no historial desta prova.
A Maserati, entretanto, mudou-se para Modena e durante e após a Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945, desenvolveu carros destinados a serem vendidos ao público em geral, para rodar na estrada.
Em 1946 foi lançado o A6, que também estava preparado para ser adaptado à competição automóvel. Nesta época, a Maserati manteve as últimas ligações ao desporto automóvel, apostando na Fórmula 1. Apesar de um início algo dececionante, em 1957 a marca triunfou no campeonato com o modelo 250F.
Mas este investimento no desporto deixou a empresa em dificuldades financeiras, pelo que em 1957 abandonou a competição. Nesse mesmo ano lançou o primeiro carro exclusivamente feito para circular em estrada, o 3500 GT, um luxuoso e potente coupé que foi o veículo mais bem sucedido da marca em termos de vendas até então. Em 1964 foi concebido um desenvolvimento do carro, chamado Sebring.
Em 1959 havia sido lançado o 5000GT, seguido pelo Mistral em 1963, pelo Quattroporte, o primeiro com quatro portas, o Mexico e o Ghibli.
No final da década de 60, a marca francesa Citroen tomou conta da Maserati e foi responsável pelo lançamento do modelo Indy, que surgiu em 1969. Este foi o último modelo da marca a utilizar o motor dianteiro V8, tendo aparecido em 1971 o Bora, seguido do Merak em 1972.
O Khamsin substituiu o Ghibli em 1974, no mesmo ano e que surgiu o Quattroporte II, desenvolvido pela Citroen. Contudo, a marca francesa vendeu a Maserati à De Tomaso em 1975. Esta marca revitalizou a Maserati e apresentou modelos como o Quattroporte III, o Kyalami e o Biturbo. Este modelo, lançado em 1981, fez aumentar consideravelmente as vendas da marca italiana. Em 1989 a Fiat comprou 49 por cento da empresa e, no mesmo ano, foi lançado o coupé desportivo Shamal. Cinco anos depois é lançado o Quattroporte IV, modelo que seria comercializado durante 6 anos. Em 1998 a Maserati passou para as mãos da Ferrari, empresa do mesmo grupo, tendo lançado, no mesmo ano, o 3200 GT. Em 2002 são lançados os modelos Coupé e Spider, baseados na plataforma do 3200 GT, ambos desenhados por Giugiaro, da ItalDesign. Em 2003, no salão de Frankfurt, é mostrado o Quattroporte V, que iniciaria a comercialização no ano seguinte. Em 2004 é produzido o MC12, um super desportivo derivado da versão de corrida, desenvolvido para participar no campeonato FIA GT. Apenas 25 unidades do MC12 foram comercializadas.
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