Mazdaísmo

É a forma posterior da religião de Zoroastro, que toma o nome de Mazda, na palavra composta Ahura-Mazda, que significa espírito do bem. Em algumas ocasiões confunde-se Ahura-Mazda com Ormudz ou Ormadz, mas há que notar que nestas mudanças de nome dos deuses gentílicos nem sempre se conserva o seu significado ou os atributos do objeto que se supõe ser um mesmo com diversos nomes. Como tal, e deixando para Ormudz algo mais acerca deste culto gentílico, é oportuno dizer acerca do mazdaísmo algo que lhe é próprio. E o mais característico é que ainda que a dita religião se distinga por um dualismo, que é o que mais merece este nome, o Ahura-Mazda, a quem o mazdaísmo tributa o culto, é o Deus, por excelência, com quase todos os atributos que o monoteísmo mais perfeito reconhece no Supremo Fazedor de tudo o que foi criado. Assim, é omnisciente, omnipotente, soberano supremo, bom, benfeitor e misericordioso por excelência. É o criador do céu, do Sol, da Lua, das estrelas, do ar, do fogo, da água, etc., e mesmo do Homem.
Há muitas puerilidades nos XXII Fargad do Vendidad, a parte do Avestá que explica mais minuciosamente a obra do Ahura-Mazda. Contudo, aquele não contém somente muitas verdades da ordem natural acerca da divindade, mas também preceitos de uma grande moralidade, tais como prestar respeito, reconhecimento e oração a Deus. Ainda que remoto, estas linhas gerais da doutrina do culto de Mazda apresentam algum parentesco com aquele adorar a Deus em espírito e verdade de que fala o Evangelho. Estes preceitos e ideias acerca da religião expressam-se em todo o Avestá pela boca de Ahura-Mazda e dirigem-se a Zaratustra.
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