Messalina

Não se deve confundir com outra imperatriz do mesmo nome (acompanhado de Statília), terceira e última mulher de Nero (66-68). A Messalina a que nos reportamos é também uma imperatriz, mas de seu nome Valéria Messalina, terceira mulher do imperador Cláudio e de origem patrícia, isto é, da mais elevada e antiga aristocracia romana. Valéria Messalina, que nasceu no ano de 25 e morreu ainda jovem em 48, gerou de Cláudio os príncipes Britânico e Octávia, apesar de o marido ser bastante mais velho e de debilitada compleição física.
Messalina foi uma personagem entregue a uma vida licenciosa e totalmente dissoluta, de grande desregramento, mesmo para os padrões romanos, sendo alvo de severas críticas da sociedade do seu tempo, nomeadamente das mulheres de Roma, como Agripina, a Menor, a mãe de Nero. Serviu-se da sua posição social e influente para arruinar inúmeras figuras proeminentes em Roma, como sucedeu com Valério Asiático ou com Vinício. A sua vida promíscua tornou-a famosa em vida, e segundo tudo indica parece que Cláudio apenas terá tomado conhecimento das atividades de Messalina quando esta quis desposar o cônsul Caio Sílio, que se dizia então ser o mais belo de todos os homens romanos do seu tempo. Este gesto temerário de Messalina no ano de 48 despertou a ira em Cláudio, que permitiu a imediata execução da sua mulher e ordenou que se apagasse totalmente a sua memória em todo o Império.
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