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Metalurgia dos Celtas

Um dos fatores de maior desenvolvimento do espaço europeu ocorreu durante os inícios do primeiro milénio a. C., com a introdução da metalurgia do ferro.
Entre os primeiros objetos de ferro encontrados em zonas a norte dos Alpes salientam-se espadas, como as do cemitério de Hallstatt na Áustria. O trabalho em ferro estava estabelecido na Europa Central cerca de 1000 a. C., expandindo-se gradualmente para oeste, alcançando a Bretanha nos finais do século VIII a. C. Diversas sepulturas, integrando arreios de cavalo e espadas de ferro, espalharam-se pela Europa nos séculos VIII e VII a. C. No início os artefactos em ferro eram raros e de custo elevado, mas as abundantes jazidas do minério significaram uma progressiva substituição do bronze, essencialmente no armamento e em ferramentas (pregos, enxadas). Como consequência, o "universo" da guerra, agricultura e artesanato foram profundamente modificados.
O período das migrações celtas entre os séculos IV e III a. C. é emblemático do tipo de objetos característicos da sua arte, predominando os capacetes de ouro e as espadas decoradas com animais fantásticos e motivos imbricados, bem como pulseiras, torques (colares) em ouro e/ou bronze. Apesar da originalidade, esta expressão artística recupera e interpreta influências mediterrânicas.

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