metropolitano

O metropolitano, um meio de transporte urbano que se caracteriza por fazer a maior parte do seu percurso em subterrâneos, teve a sua viagem inaugural em Londres, em 1863. Uma composição propulsionada a vapor percorreu os seis quilómetros do troço entre Farringdon Street e Bishop's Road, naquela que foi a primeira viagem de uma carreira de sucesso imediato. Logo no primeiro ano, o metro de Londres transportou perto de dez milhões de passageiros. A rede do metro foi crescendo no subsolo londrino, mas só em 1890 houve alterações de vulto, com a opção pela tração elétrica.
A popularidade do metropolitano cresceu rapidamente, pois ao circular debaixo de terra não entrava em conflito com o trânsito automóvel. Budapeste, na Hungria, ao inaugurar em 1896 uma linha de quatro quilómetros, tornou-se a primeira cidade da Europa Continental a imitar a bem sucedida experiência inglesa. No metropolitano húngaro, as composições moviam-se a energia elétrica, estando ligadas à corrente pelo sistema de vara. Os Estados Unidos da América importaram o modelo para o continente americano e, em 1897, surgiu em Boston a primeira linha, mas ao longo dos seus 2,5 quilómetros circularam, no início, tróleis e elétricos. No século XX, em outubro de 1904, Nova Iorque inaugurou o primeiro troço, daquele que viria a tornar-se no maior sistema de metropolitano do Mundo. Portugal ficou a conhecer o metropolitano muito mais tarde, em finais de 1959, quando o então Presidente da República, Américo Thomaz, inaugurou a rede de metro de Lisboa, a 14.ª da Europa e a 25.ª do Mundo. No entanto, no longínquo ano de 1888, tinha sido já apresentado um projeto de um sistema de caminho de ferro subterrâneo, que entretanto caiu no esquecimento. Foi preciso esperar pelo final da Segunda Guerra Mundial e pela consequente retoma económica para que se voltasse a falar de um meio de transporte subterrâneo. Os fundos provenientes do Plano Marshall (ajuda financeira prestada pelos norte-americanos à reconstrução europeia) revelaram-se fundamentais para o arranque do metro de Lisboa. A rede inicial, que ligava Sete Rios e Entre Campos à estação da Rotunda daí seguindo para os Restauradores, no primeiro ano de serviço viu passar 15,3 milhões de passageiros. Um bilhete na altura custava 1$50 (um escudo e cinquenta centavos), mas se fosse comprado em cadernetas ficava por apenas 1$00. O metro teve grande impacto na capital portuguesa e o Y traçado pela sua rede no mapa de Lisboa tinha paralelo na expansão urbanística. Em 1988, quase trinta anos após a inauguração, o metro de Lisboa começa a expandir-se até chegar às quatro linhas, com a particularidade da última ter servido de acesso à Expo'98, através da revolucionária Gare do Oriente, ponto de encontro dos diferentes meios de transporte de Lisboa. Entretanto, a inovação tecnológica havia chegado a tal ponto que permitiu que na cidade norte-americana de São Francisco, em 1976, surgisse uma linha totalmente automática, sendo as composições comandadas por controlo remoto. Só viajava um funcionário por composição na eventualidade de haver alguma avaria. Nos últimos anos, passou a haver carruagens mais leves e, consequentemente, mais rápidas, mas sem nunca descurar a segurança e o conforto dos passageiros, que já desfrutam das vantagens do ar condicionado.
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