metropolitano de Lisboa

O metropolitano de Lisboa, totalmente subterrâneo, foi inaugurado a 29 de dezembro de 1959, consistindo numa linha em Y com dois troços distintos, Sete Rios-Rotunda e Entre Campos-Rotunda. A partir da Rotunda (sob o Marquês de Pombal) seguia em linha comum até aos Restauradores. Só no primeiro ano cerca de 15,3 milhões de
passageiros utilizaram o metro na capital.
O primeiro projeto para a construção do metropolitano em Lisboa surgiu em 1888, seguindo-se outros dois na década de 20 do século XX. Mas só após o final da Segunda Guerra Mundial, e aproveitando os dinheiros proporcionados pelo Plano Marshall (plano norte-americano para ajudar ao desenvolvimento da Europa), é que foi tomada a decisão de arrancar com o projeto. Assim, a 7 de agosto de 1955 começaram os trabalhos de construção, que se prolongaram por quatro anos até à inauguração em finais de dezembro de 1959. Quatro anos depois, entrou em exploração o troço Restauradores/Rossio e, em 1966, uma extensão deste até à estação de Anjos. Finalmente, em 1972 ficou completa a primeira fase do projeto com o troço Anjos/Alvalade.
O metro foi nacionalizado em 1975 e em 1978 passou a empresa pública.
Só em 1988 foram abertas duas novas extensões: Sete Rios-Colégio Militar e Entre Campos-Cidade Universitária. Cinco anos mais tarde, abriu a extensão Cidade Universitária-Campo Grande e a Alvalade-Campo Grande. Esta última passou a ser a primeira estação à superfície da rede de metro.
A partir desta data foram-se multiplicando as estações de metro em Lisboa, mas deve destacar-se a abertura de uma nova linha em maio de 1998, chamada de Linha do Oriente. Destinada a servir a Expo'98 foi a primeira linha completamente independente a ser inaugurada desde a abertura do metro em 1959. O percurso vai desde a Gare do Oriente até à estação Alameda.
O objetivo do metropolitano de Lisboa é dotar a cidade de uma rede com ligações aos sistemas de transportes ferroviários e fluviais.
Como referenciar: metropolitano de Lisboa in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-12-17 19:44:54]. Disponível na Internet: