Michael Mann

Realizador, produtor e argumentista, Michael Kenneth Mann nasceu a 5 de fevereiro de 1943, em Chicago, Illinois.
Formado em literatura inglesa pela Universidade de Wisconsin, mas apaixonado pela Sétima Arte, decide estudar cinema na Escola de Cinema de Londres.
Começou a sua carreira como argumentista de documentários e filmes de publicidade, realizando em 1970 a curta-metragem Juanpuri, que recebe o prémio do júri de Cannes em 1971. Já de regresso aos Estados Unidos, realiza séries de televisão como Police Story (1973) ou Starsky and Hutch (1975). Em 1979, estreia-se como realizador de fundo com o telefilme The Jericho Mile (Fúria de Vencer), protagonizado por Peter Strauss, no papel de um homem preso por ter morto o pai, que ambiciona ser um atleta. O drama foi bastante aclamado pela crítica e recebeu vários prémios, incluindo o Emmy para argumento e realização para Michael Mann. Dois anos depois, realiza e escreve o argumento do seu primeiro filme para o grande ecrã, Thief (O Ladrão Profissional), um thriller com James Caan, a que se seguiu The Keep (1983), um thriller baseado no romance de F. Paul Wilson, com Scott Glenn no principal papel.
Em 1984, alcança o sucesso ao criar e produzir a famosa série televisiva Miami Vice, que deu a conhecer ao público Don Johnson. Volta depois à realização com a adaptação do romance de Thomas Harris Red Dragon: Manhunter (1986), um thriller soberbo precursor de The Silence of the Lambs (O Silêncio dos Inocentes, 1991), de Jonathan Demme, já que é o primeiro filme sobre o Dr. Hannibal Lecter (Brian Cox), um serial killer canibal com uma mente de génio.
Nos anos seguintes, dedica-se a realizar e produzir séries para televisão como Crime Story (1986) e, em 1992, realiza The Last of the Mohicans (O Último dos Moicanos), adaptação do romance de James Fenimore Cooper, um épico protagonizado por Daniel Day-Lewis e Madeleine Stowe que se torna um sucesso junto do público.
Em 1995, volta ao género policial com a realização e argumento do magistral Heat (Cidade sob Pressão, 1995), uma história épica de crime e obsessão, com dois homens em lados opostos da lei, com um elenco de luxo composto por Robert De Niro, Al Pacino, Jon Voight e Val Kilmer.
Realiza depois The Insider (O Informador, 1999), a primeira incursão de Mann na dramatização de acontecimentos reais, que conta a história de Jeffrey Wigand (Russell Crowe), um conselheiro científico de uma empresa americana de tabaco que, em 1996, protagonizou um complexo processo de denúncia contra a indústria tabaqueira. A história é apresentada no programa "60 Minutos" da CBS, com Al Pacino no papel do produtor televisivo Lowell Bergman. O filme teve nove nomeações para os Óscares, incluindo os de melhor realizador e de melhor filme. Dois anos depois, realiza a biografia da lenda do boxe Muhammad Ali, intitulada Ali e protagonizada por Will Smith, que obtém a nomeação para o Óscar de melhor ator. Em 2004, faz Collateral (Colateral), um thriller passado na cidade de Los Angeles sobre uma noite na vida de um motorista de táxi (Jamie Foxx) que aceita um passageiro (Tom Cruise) que é um assassino contratado. Max é feito refém e obrigado a acompanhá-lo na sua missão. Por este papel, Jamie Foxx é nomeado para o Óscar de melhor ator secundário.
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