Michele Alboreto

Piloto italiano de automóveis, nasceu a 23 de dezembro de 1956, em Milão, na Itália, e morreu aos 44 anos, a 25 de abril de 2001, num acidente ocorrido no circuito alemão de Lausitzring, quando testava um Audi de competição.
Alboreto estreou-se nas corridas em 1976, numa altura em que era estudante de desenho técnico. O carro utilizado, destinado à Fórmula Monza, foi construído por si e por um grupo de amigos, mas não teve grande sucesso.
Dois anos depois, o piloto passou a correr na Fórmula 3, com um March, e, logo no ano seguinte, foi vice-campeão italiano.
Em 1980, passou a disputar o campeonato da Europa e, ao mesmo tempo, fazia corridas de endurance para a equipa Lancia. Em 1981, ganhou o campeonato da Europa de Fórmula 3 e, nessa mesma temporada, começou a correr pela Minardi na Fórmula 2. Ainda nesse ano, estreou-se na Fórmula 1, com 24 anos, ao volante de um Tyrrell. Nesta equipa inglesa, alcançou duas vitórias, a primeira das quais logo em 1982, no circuito norte-americano de Las Vegas, terminando o Mundial em sétimo. No ano seguinte, venceu outra corrida de Fórmula 1 no circuito de Detroit, nos Estados Unidos da América.
Depois, transferiu-se para a Ferrari em 1984 e, nesse ano, triunfou no Grande Prémio da Bélgica, tendo acabado o campeonato em quarto. Ao volante da equipa italiana conseguiu ganhar dois grandes prémios em 1985, no Canadá e Alemanha. Ficou em segundo no Campeonato Mundial de Fórmula 1, sendo apenas batido pelo francês Alain Prost. Nas três temporadas seguintes em que se manteve na Ferrari, não voltou a vencer corridas e acabou por sair em finais de 1988.
Já na fase descendente da sua carreira, Alboreto regressou à Tyrrell, em 1989, e antes de se retirar da Fórmula 1, em 1994, ainda correu por equipas como a Lola, Arrows, Footwork e Minardi. Ao todo disputou 194 corridas de Fórmula 1.
Em 1997, Alboreto ganhou as míticas 24 Horas de Le Mans, uma das mais importantes corridas do automobilismo mundial, ao volante de um TWR-Porsche, que partilhou com Stefan Johansson e Tom Kristensen. No ano 2000, regressou a esta corrida para ficar em terceiro, desta vez com um Audi. Quando se preparava para a terceira presença em Le Mans, de novo com a Audi, acabou por morrer durante os testes do carro devido a um acidente provocado por um defeito num pneu.
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