Michèle Morgan

Atriz francesa, de nome verdadeiro Simone Roussel, nascida em 29 de fevereiro de 1920, em Neuilly-sur-Seine. Deixou marcas no cinema gaulês pela delicadeza e sofisticação que deixou transparecer nos seus trabalhos. Ainda adolescente, teve aulas de Interpretação com René Simon. Foi através deste que conseguiu uma pequena figuração em Une Fille à Papa (1935). Gribouille (O Coração de Paris, 1937) marcou a sua transição para os papéis de protagonista. Brevemente, tornou-se numa das atrizes mais populares de França, atuando em sucessos como Quai des Brumes (1938), La Piste du Nord (1939), Les Musiciens du Ciel (1940) e Untel Père et Fils (1943). Findas as rodagens do último, conseguiu iludir as autoridades nazis que ocupavam a França e partiu para Hollywood onde permaneceu até 1948, tendo rodado cinco títulos: Two Tickets to London (1943), Higher and Higher (Amor, Música e Sarilhos, 1944) ao lado de Frank Sinatra, Passage to Marseille (Passagem Para Marselha, 1944) onde contracenou com Humphrey Bogart, The Chase (1946) e The Fallen Idol (O Ídolo Caído, 1948) de Carol Reed. Em 1946, foi agraciada no Festival de Cannes com o Prémio para Melhor Atriz pela sua participação em La Symphonie Pastorale. De regresso ao seu país, protagonizou títulos emblemáticos como Fabiola (Fabíola, 1949), Maria Chapdelaine (1950), Les Orgueilleux (Os Orgulhosos, 1953), Napoléon (1955), Marie-Antoinette, Reine de France (1956) e Landru (1963). Ainda regressou a Hollywood para filmar ao lado de Anthony Quinn e de Alain Delon Lost Command (Os Centuriões, 1966). Em 1969, foi condecorada pelo Governo francês com a Legião de Honra. Nesse mesmo ano, anunciou a sua retirada das lides cinematográficas para se dedicar à pintura e ao teatro. Desde então, teve aparições esporádicas em telefilmes, a última das quais em La Rivale (1999).
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