Milan Kundera

Escritor de origem checa, nasceu a 1 de abril de 1929, em Brno, tendo-se naturalizado francês em 1981.
Fez os seus estudos em Praga e lecionou História do Cinema na Academia de Música e Arte Dramática e no Instituto de Estudos Cinematográficos daquela cidade. Chegou a filiar-se no Partido Comunista do qual, no entanto, acabaria por ser expulso em 1948 por não partilhar das ideias oficiais do partido.
Aquando da invasão soviética da Checoslováquia, em 1968, as suas obras foram proibidas e retiradas de circulação, tendo mesmo sido obrigado a exilar-se em França onde deu aulas de Literatura Comparada.
Os seus romances, novelas e peças de teatro apresentam-se como variações sobre o tema da solidão do indivíduo face às forças da História. Publicou, entre outros, La Plaisanterie (A Brincadeira, 1967); Risibles Amours (O Livro dos Amores Risíveis, 1969); La Vie est Ailleurs (A Vida Não é Daqui, 1973); La Valse aux Adieux (A Valsa do Adeus, 1976); Le Livre du Rire et de l'Oubli (O Livro do Riso e do Esquecimento, 1979); L'Art du Roman (A Arte do Romance, 1986); l'Insoutenable Légèreté de l'Être (A Insustentável Leveza do Ser, 1987), romance que foi adaptado ao cinema; L'Immortalité (A Imortalidade, 1990); Les Testaments Trahis (Os Testamentos Traídos, 1992); La Lenteur (A Lentidão, 1994); L'Ignorance (A Ignorância, 2000); e Le Rideu (A Cortina, 2005).
Pela totalidade da sua obra, foi galardoado em 1981 com o prémio norte-americano Common Wealth Award e em 1985 recebeu o Prémio Jerusalém.
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