Mileto

Cidade da Ásia Menor, na Caria, situada na foz do rio Meandro. Foi habitada, em tempos remotos, pelos leleges, que lhe chamaram Lelegeis ou Pityussa, nome trocado para Cornisa, depois no século X a. C., quando os gregos dela se apoderaram. Com o seu génio mercantil e ajudados pela magnífica situação da cidade converteram a povoação na mais importante da Confederação e primeira potência comercial, depois de Tiro e Cartago.
No século VI a. C., as suas colónias ocupariam o Mediterrâneo meridional e ambas as margens do mar Negro. Possuía uma grande esquadra de guerra, com a qual susteve guerras ruinosas contra os reis da Lídia. Creso e Ciro, o Grande, apoderaram-se dela. Durante o domínio persa conservou a sua prosperidade, mas no século V a. C. o seu governador Aristágoras sublevou a Jónia contra Dario, provocando assim as guerras médicas. A cidade viria a ser tomada de assalto e arrasada, em 494 a. C. Alexandre devastou-a de novo, caindo mais tarde no poder dos Romanos, mas tendo perdido de tal modo o seu esplendor que foi considerada o símbolo da prosperidade desvanecida.
Na Idade Média, foi quase totalmente destruída pelos Turcos e Mongóis. A cidade antiga, hoje enterrada pelos aluviões do Meandro, tinha quatro portos protegidos por um grupo de ilhas e exportava, entre outros produtos, lãs e púrpuras. Compunha-se de uma parte continental e de outra peninsular, ambas unidas por um istmo defendido por uma fortaleza.
Mileto gozou, também, de um período de glória literária, com os filósofos Tales, Anaximandro e Anaximenes. Em Mileto nasceu, também, a célebre cortesã Aspasia. Próxima da sua fundação original, encontra-se, hoje, uma aldeia chamada Palatia ou Palatscha, que aí persiste desde a Idade Média.
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