mineralogia do metamorfismo

Os fenómenos de metamorfismo ocorrem, em geral, sem a entrada ou saída de quantidades significativas de elementos novos, pelo que a composição química de uma rocha ao metamorfizar-se não varia consideravelmente, com exceção da expulsão de fluidos, principalmente água e dióxido de carbono.
Contudo, os elementos químicos que constituem minerais estáveis nas condições em que se encontrava a rocha antes de se metamorfizar, ao aumentar a pressão e a temperatura, reorganizam-se originando minerais novos, estáveis nas novas condições.
A natureza dos novos minerais depende mais da composição mineralógica da rocha preexistente do que da alteração da pressão e temperatura. Há minerais que são estáveis num intervalo muito amplo de pressão e temperatura e, por conseguinte, durante os fenómenos de metamorfismo não varia a sua composição ainda que possa variar a forma dos seus cristais devido a processos de recristalização.
Por exemplo, a calcite é estável num intervalo muito grande de temperatura (mais de 900 ºC).
Por isso, se um calcário é metamorfizado, o resultado é uma rocha metamórfica, também composta por calcite, em que o aspeto diferente é devido à recristalização, constituindo um mármore. Contudo, outros carbonatos decompõem-se libertando CO2 a temperaturas mais baixas, podendo durante a transformação metamórfica facilmente desaparecer e os óxidos formados pela decomposição podem reagir com outros componentes, originando novos minerais.
Por exemplo, o dolomite Mg Ca (Co3)2, durante o processo de metamorfismo pode originar carbonato de cálcio (Ca CO3) - (calcite) e óxido de magnésio (Mg O)- (períclase), ou, se existir sílica no meio pode reagir com ela originando silicatos de magnésio, como o talco ou piroxenas, anfíbolas, etc., se as condições de temperatura forem suficientemente altas.
Podemos dizer que, em condições de temperatura e pressão mais elevadas, os minerais mais estáveis são os que têm comportamentos voláteis como, por exemplo, alguns silicatos, piroxenas, etc.
Noutros casos, em virtude do aumento de temperatura e pressão, o mineral adquiriu uma estrutura diferente, por uma modificação polimórfica, sem aluminossilicatos, andalusite, silimanite e distena. Muitos outros polimorfos se podem constituir durante o processo metamórfico.
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