Mirabeau

Político, diplomata, agente secreto, jornalista, escritor e principal tribuno da Revolução de 1789, Gabriel-Honoré Riquetti, conde de Mirabeau, nascido em 1749 e falecido em 1791, marcou com a sua eloquência a Terceira República Francesa. Filho do economista de origem florentina Victor Riqueti, marquês de Mirabeau, estudou na escola do "abbé Choquart" de Paris, ingressando na vida militar por vontade paterna. Questões de disciplina militar conduziram-no à prisão, experiência que voltou a encontrar, já depois de casado com Émile de Marignane, rica herdeira da cidade de Aix, por acumulação de dívidas ao pai e depois de ter fugido para a Holanda com Sophie de Ruffey, marquesa de Monnier, jovem esposa dum magistrado do parlamento de Besançon. Posto em liberdade em 1782, foi durante cinco anos agente secreto francês. Franco-mação, "iluminado", Mirabeau torna-se mais tarde uma das figuras mais relevantes da Assembleia Nacional. Defende a liberdade de imprensa, participa na redação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e apoia a monarquia constitucional. Até ao fim, a sua coerência mereceu a admiração de todos. Por isso, escreveu "Sempre tive medo de ofender a razão, mas nunca os homens."
A sua morte em abril de 1791 foi sentida pela população, tendo a Assembleia Nacional, de que era presidente desde há dois meses, ordenado a transformação da Igreja de Sainte-Geneviève, onde foi sepultado o seu corpo, em Panteão Nacional.
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