Miragens Seculares
Obra poética com a qual Teófilo Braga se propõe encerrar o ciclo iniciado com os volumes Visão dos Tempos e Tempestades Sonoras, prosseguido com A Ondina do Lago e Torrentes, realizando "o pensamento de uma epopeia cíclica da humanidade", tal como Augusto Comte a preconizava.
Como habitualmente, Teófilo faz acompanhar as poesias de textos de reflexão teórica, neste caso o "Prolóquio" e a "Nota" final. No primeiro destes textos, o autor aponta a história da Humanidade como "o tema fundamental de uma vasta epopeia": "a luta da liberdade contra a fatalidade", processada em três etapas - "A Fatalidade", "A Luta" e a "Liberdade" -, que dão o título às três partes do livro, evolução a que subjaz a teoria comtiana do aperfeiçoamento civilizacional. Na "Nota" final, Teófilo apresenta o índice da versão definitiva da epopeia da Humanidade a que projetava chamar Visão dos Tempos (tal como o volume de 1864), onde surgiriam reorganizados todos os poemas incluídos nos primeiros volumes do ciclo (Visão dos Tempos, Tempestades Sonoras, A Ondina do Lago e Torrentes) e ainda os contidos em Miragens Seculares.
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