Miróbriga
A Este de Santiago do Cacém, situam-se as ruínas de Miróbriga, apresentando vestígios de uma povoação Celta e de uma posterior ocupação Romana.
Num enquadramento rural, a primeira fixação terá ocorrido no século IX a. C., na Idade do Ferro, no cimo da colina, alastrando-se mais tarde pelas vertentes da elevação. Entre os séculos IV e III a. C., são elevadas as muralhas defensivas, e a área de povoamento atinge os 11.800 m2.
Desta primeira fase de ocupação ficam-nos os vestígios de um templo, provavelmente consagrado a uma divindade local, da tradição Celta.
Na segunda metade do século I d. C. inicia-se o povoamento romano: são traçadas as vias romanas segundo os eixos axiais Norte - Sul e Este - Oeste, ao longo dos quais se constroem os edifícios de habitação; inicia-se a construção do Hipódromo e das Termas. A área de ocupação é já de 28.000 m2, acompanhando a fase de crescimento económico que marca o período flaviano.
A construção do Hipódromo (a Sul) e das Termas (a Este) terá sido completada no século II d. C., sendo o complexo termal composto por dois edifícios que formam um L, e comportando uma área de entrada com salas de vestir, massagens e ginástica; uma área de banhos para os banhos frios, tépidos e quentes; uma latrina; tendo ainda uma estrutura subterrânea, com arcos e colunas de tijolo, por onde circula o ar quente produzido pela fornalha e que aquece a água pelo sistema de hipocausto.
A povoação de Miróbriga apresenta ainda os vestígios de um Circo (com uma entrada a Sul, o que é pouco usual), um Balneário, uma ponte romana de um arco, um Mercado e Hospedarias.
Na Acrópole encontramos vestígios de um Fórum e ruínas de dois templos: um dedicado ao culto imperial, e outro muito provavelmente dedicado a Vénus, visto que aí se encontraram partes de uma estátua desta deusa.
Por volta da segunda metade do século III d. C., na sequência das invasões bárbaras, a população de Miróbriga diminui, e parte da área de ocupação é abandonada. No século IV o espaço ocupada é já muito reduzido.
A importância de Miróbriga como povoação, bem como outros aspetos relacionados com os significados das suas construções ou nas datações, têm levado a alguma discordância e a longas discussões académicas entre vários arqueólogos. Um dos temas mais debatidos é a hipótese de as Termas de Miróbriga terem, um carácter medicinal, e por isso atraírem numerosos peregrinos. Estudos sistemáticos e permanentes no local podem, a médio prazo, esclarecer estas e outras dúvidas que ainda subsistem, em torno da ocupação deste e de outros locais.
Num enquadramento rural, a primeira fixação terá ocorrido no século IX a. C., na Idade do Ferro, no cimo da colina, alastrando-se mais tarde pelas vertentes da elevação. Entre os séculos IV e III a. C., são elevadas as muralhas defensivas, e a área de povoamento atinge os 11.800 m2.
Desta primeira fase de ocupação ficam-nos os vestígios de um templo, provavelmente consagrado a uma divindade local, da tradição Celta.
A construção do Hipódromo (a Sul) e das Termas (a Este) terá sido completada no século II d. C., sendo o complexo termal composto por dois edifícios que formam um L, e comportando uma área de entrada com salas de vestir, massagens e ginástica; uma área de banhos para os banhos frios, tépidos e quentes; uma latrina; tendo ainda uma estrutura subterrânea, com arcos e colunas de tijolo, por onde circula o ar quente produzido pela fornalha e que aquece a água pelo sistema de hipocausto.
A povoação de Miróbriga apresenta ainda os vestígios de um Circo (com uma entrada a Sul, o que é pouco usual), um Balneário, uma ponte romana de um arco, um Mercado e Hospedarias.
Na Acrópole encontramos vestígios de um Fórum e ruínas de dois templos: um dedicado ao culto imperial, e outro muito provavelmente dedicado a Vénus, visto que aí se encontraram partes de uma estátua desta deusa.
Por volta da segunda metade do século III d. C., na sequência das invasões bárbaras, a população de Miróbriga diminui, e parte da área de ocupação é abandonada. No século IV o espaço ocupada é já muito reduzido.
A importância de Miróbriga como povoação, bem como outros aspetos relacionados com os significados das suas construções ou nas datações, têm levado a alguma discordância e a longas discussões académicas entre vários arqueólogos. Um dos temas mais debatidos é a hipótese de as Termas de Miróbriga terem, um carácter medicinal, e por isso atraírem numerosos peregrinos. Estudos sistemáticos e permanentes no local podem, a médio prazo, esclarecer estas e outras dúvidas que ainda subsistem, em torno da ocupação deste e de outros locais.
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Como referenciar
Miróbriga na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$mirobriga [visualizado em 2026-06-08 11:59:55].
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