Moby

Músico norte-americano, de nome Richard Melville Hall, nascido a 11 de setembro de 1965, em Darien, Connecticut. Sobrinho trineto de Herman Melville, o autor de Moby Dick, herdou o nome artístico da obra escrita pelo tio-trisavô, mas preferiu as criações musicais entre os mais radicais beats techno e algumas incursões em ritmos do rock mais puro.
O interesse de Moby perante a música foi uma presença constante desde a sua infância, altura em que começou a aprender a tocar uma série de instrumentos, desde a guitarra aos teclados. As suas primeiras aparições em formações aconteceram quando ainda era adolescente, ao lado de bandas como os Vatican Commandos, os Flipper, ou os Ultra Vivid Scene. A mudança para Nova Iorque foi como que inevitável, depois de uma tentativa falhada de continuar os estudos na Universidade.
A vida na grande cidade começou em discotecas onde atuou como "disc-jockey" e, daí até à gravação dos primeiros singles para a editora Instinct, foi só uma questão de tempo. Contudo, o seu nome começou a ser conhecido no outro lado do Atlântico, quando remisturou o tema central da série "Twin Peaks". O single "Go" alcançou o top 10 britânico em 1991. O sucesso conseguido permitiu a reinvenção de temas de nomes como Michael Jackson, Brian Eno ou Pet Shop Boys. Dois anos depois, Moby fabrica novo fenómeno com o single "Thousand", que entrou para o Guinness Book of Records. A música foi considerada como a mais rápida do mundo, dados os seus mais de mil beats por minuto. Um ano antes, o primeiro longa duração, autointitulado Moby, foi editado no catálogo da Instinct. A capacidade criativa de Moby viu-se então repartida pelas duas editoras com quem assinou contrato, a Mute e a Elektra. O compromisso com a Mute gerou dois álbuns: o primeiro, Ambient, constou de temas ainda não editados durante os primeiros anos da sua carreira; o segundo, The Story So Far, foi uma compilação dos singles até então editados pela Instinct. O contrato com a Elektra trouxe, em primeiro lugar, o EP "Move" e, por fim, o triunfo nos Estados Unidos com o álbum Everything is Wrong.
A surpresa e o inesperado, que sempre pautaram a sua carreira, continuaram com o lançamento de Animal Rights. Um disco de rock pesado que surpreendeu os fãs e a crítica. A receção ao álbum acabou por não ser a melhor, o que decerto não importunou sobremaneira o músico norte-americano, que pareceu continuar preocupado em construir sons a seu gosto. Ainda em 1996, Moby adotou o nome de Voodoo Child, para lançar o registo The End of Everything, de novo com formato techno. A continuação no género da dança materializou-se no álbum I like to Score, lançado em 1997. O longa duração constou essencialmente de temas reinventados por Moby, como "Go", mas também de alguns dos seus registos em bandas sonoras de filmes como The Saint ou Scream.
Em 1999, Moby lançou aquilo que pode ser designado como uma das suas principais obras, Play. O disco chegou inclusive a valer-lhe duas nomeações para os Grammys e faixas como "Bodyrock", "Find my baby", "Natural blues" ou "Why does my heart feel so bad" tornaram-se hits um pouco por todo o planeta e resultaram em mais de cinco milhões de cópias vendidas. Depois de vários meses em digressão, Moby regressou a estúdio para gravar novo conjunto de originais, 18, que chegou às lojas em 2002.
Em 2004, após uma ausência de dois anos, Moby regressou, sob o pseudónimo de Voodoo Child e editou Baby Monkey, um disco de música de dança melódica, rítmica e eletrónica. O disco foi contudo marcado por algumas críticas menos positivas, que o apontavam como um retrocesso a sonoridades vencidas pelo tempo.
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