modalidade

O termo modalidade, também designado por modalização, é alvo de muitos tratamentos teóricos distintos, mas na generalidade tem a ver com as atitudes que o locutor adota no seu discurso. A modalidade é, assim, uma categoria semantico-formal em que intervêm meios morfológicos, sintáticos, prosódicos e lexicais para exprimir a atitude do falante perante a validade do conteúdo fixado no enunciado, que pode ser coincidente ou não coincidente com a realidade. A modalidade é uma expressão da subjetividade e manifesta-se no discurso através de índices de modalização ou marcadores de modalidade, que podem ser:

• palavras modais (enfim, cá, lá, que, finalmente);

• expressões modais (de facto, efetivamente, com toda a probabilidade, salvo melhor opinião, creio eu, se não me engano, na minha opinião);
• adjetivos (certinho, possível, impossível, certo, provável, improvável);

• determinadas entoações;

• certos adjetivos qualificativos e substantivos subjetivos;

• verbos auxiliares de modo (ter de, haver de, dever, poder) - modalidades epistémicas ou deônticas;

• modos verbais (Indicativo, Conjuntivo, Condicional, Imperativo);

• verbos de sentido modal deôntico (obrigar, permitir) e epistémico (saber, crer);

• afixos derivacionais (<-vel> como em comestível, defensável)

Para uma tipologia de modalidades destaca-se a proposta de F. Oliveira (2003) que identifica os seguintes tipos: modalidades aléticas (relacionadas com a noção de verdade), modalidades epistémicas (relacionadas com o conhecimento e crença), modalidades deônticas (relacionadas com a permissão e a obrigação), modalidades avaliativas (que exprimem a avaliação axiológica do locutor numa escala bom/mau) e modalidades causais.
Como referenciar: Porto Editora – modalidade na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-01 13:45:37]. Disponível em