Monarquia Absoluta
Consolidada na Europa a partir do século XVI, apesar de ter iniciado a sua implantação já no século XIV, a monarquia absoluta manifestou-se sob diversas formas e em diferentes locais. Este princípio pressupunha a concentração de todo e qualquer poder referente ao Estado, inclusivamente o legislativo e o executivo na pessoa do rei ou outro género de governante, sendo-lhe inclusivamente concedido o estatuto divino.
Desta época podem nomear-se alguns monarcas que reinaram segundo este sistema, como os Reis Católicos de Espanha. Estes adotaram este método de governo porque o seu casamento uniu os dois mais extensos reinos ibéricos, o de Navarra e o de Aragão. Decidiram assim terminar com o domínio muçulmano da Península e retirar aos nobres os privilégios excessivos de que eram detentores para consolidar o seu poder. Os seus passos foram seguidos pelo filho, Filipe II, e pelo neto, Carlos V de Áustria e Imperador do Sacro Império Romano-Germânico.
No século XVII intensifica-se o absolutismo do rei, marcando-se a ideia da indigitação divina do cargo, tendo o rei, portanto, apenas de responder pelos seus atos perante Deus. Esta forma de governo pressupôs a criação de um sistema de finanças centralizado e burocraticamente controlado e um exército eficaz e de cariz permanente, para servir o Estado. Surgiram igualmente três princípios essenciais, que visavam a supremacia e supremo poder nacional, nos países com conquistas transoceânicas: a potenciação de produção interna, a solidariedade entre corporações e o Estado e a defesa contra o comércio estrangeiro. Desta época destaca-se o rei Luís XIV, que inclusivamente tinha como divisa pessoal a frase "o Estado sou eu".
No século XVIII culmina o absolutismo no chamado despotismo iluminado, em que o rei deveria proporcionar aos seus súbditos avanços intelectuais, técnicos e económicos e a característica profundamente religiosa até então inerente aos soberanos se atenuou, aproximando-se do conceito de Estado laico.
No final do século XVIII e no século XIX dão-se as grandes revoluções, como a francesa, colocando um ponto final no absolutismo dos governantes, considerado despótico e decadente, e se pretendem instaurar regimes de cariz mais democrático.
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