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Monarquia do Norte
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Após o assassinato de Sidónio Pais, a 14 de dezembro de 1918, os monárquicos portugueses aproveitaram a situação de instabilidade vivida no País para redobrar as suas ações no sentido de restaurar o regime derrubado a 5 de outubro de 1910.

Assim, a 19 de janeiro de 1919, a Junta do Norte proclamou, no Porto, a restauração da Monarquia, anunciando a constituição de uma Junta Governativa. Esta era constituída por Henrique de Paiva Couceiro, que, além de presidente, tinha a seu cargo a pasta da Fazenda e Subsistências; António Adalberto Sollari Allegro, com a pasta do Reino; o visconde do Banho, encarregado dos Negócios Eclesiásticos, da Justiça e da Instrução; na Guerra e Comunicações, João de Almeida; nos Negócios Estrangeiros, Luís de Magalhães; nas Obras Públicas, Correios e Telégrafos, Artur da Silva Ramos; e na Agricultura, Comércio e Indústria e Trabalho, o conde de Azevedo.

A proclamação da Junta do Norte gerou focos de resistência ao poder republicano em vários pontos do País. No Norte, os republicanos foram perseguidos e presos, sendo utilizado o Eden-Teatro do Porto como local onde decorriam os interrogatórios.

A 23 de janeiro, seguindo os passos dos monárquicos do Norte, os monárquicos de Lisboa concentraram-se em Monsanto, acabando, porém, por ser vencidos em pouco tempo. Os monárquicos do Norte, porém, mantiveram posições durante perto de um mês, dominando a quase totalidade do Minho e Trás-os-Montes, e ainda parte das Beiras.

A revolta caiu a 13 de fevereiro, com a entrada no Porto das tropas fiéis à República.

 

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Como referenciar
Monarquia do Norte na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$monarquia-do-norte [visualizado em 2026-06-04 07:44:33].

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