Monty Python

Composto por cinco elementos britânicos (Graham Chapman, John Cleese, Terry Jones, Eric Idle e Michael Palin) e um norte-americano (Terry Gilliam), os Monty Python só existiram como grupo a partir de 1969. Anteriormente, só John Cleese teve alguma experiência como ator profissional em séries televisivas como The Frost Report, enquanto que os restantes eram argumentistas de programas de humor da estação televisiva britânica BBC. Em 1969, a BBC convidou-os para elaborarem e atuarem num programa de humor com 13 episódios, concedendo-lhes total controlo criativo. Depois de algumas sugestões abortadas para o título do programa como Vaseline Parade ou The Venus de Milo Panic Show, optaram por Monty Python's Flying Circus. O programa de 25 minutos funcionou como sucessão de sketches interligados por pequenos interlúdios de animação da autoria de Terry Gilliam. O seu humor irreverente sem quaisquer limites éticos, aliado a uma abordagem pouco ortodoxa de temas políticos, sociais e morais, desde a necrofagia à Inquisição espanhola, tornou o programa num sucesso sem precedentes que ultrapassou as fronteiras da própria Grã-Bretanha. O êxito obrigou à realização de mais três séries, sendo que a última, em 1975, já não contou com a presença de Cleese, que se afastara devido ao decréscimo de qualidade dos guiões. Devido à pressão dos fãs, resolveram tentar uma incursão no cinema. O resultado foi bem-sucedido: Monty Python and the Holy Grail (1975) foi um estrondoso êxito de bilheteira. A ação desenvolvia-se no tempo do Rei Artur e conta a história de cinco cavaleiros cristãos e a sua incessante procura pelo Santo Graal. O filme tornou-se célebre pela utilização de cocos de forma a imitar o som dos cascos de cavalos já que o orçamento do filme não contemplava a aquisição dos equinos. O seu filme seguinte foi muito mais polémico e envolveu mesmo tomadas de posição críticas públicas por parte da Igreja anglicana e dos meios tradicionais. A culpa foi de Monty Python's Life of Brian (A Vida de Brian, 1979), uma parábola religiosa violentamente satírica em que é apresentada uma personagem análoga à de Jesus Cristo, com um percurso paralelo e que se torna Messias por acidente, acabando crucificado e a cantar Always Look on The Bright Side of Life. Em 1982, fizeram uma rentável digressão pelos Estados Unidos da América, onde protagonizaram um memorável espetáculo em Los Angeles no mítico Hollywood Bowl. Despediram-se do cinema com The Meaning of Life (O Sentido da Vida, 1983), uma sátira aos valores e modos de vida contemporâneos. Após a morte de Graham Chapman em 1989, vítima de um cancro na laringe, os contactos entre os membros do grupo tornaram-se cada vez mais raros, a ponto de todos eles terem seguido uma carreira a solo. Só se reuniriam em 1998 para fazerem um espetáculo ao vivo em Aspen, onde ressuscitaram velhos bordões como And Now For Something Completely Different... ou Nobody Expects the Spanish Inquisition.
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