Mourão

Aspetos Geográficos
O concelho de Mourão, do distrito de Évora, localiza-se no Alentejo (NUT II), no Alentejo Central (NUT III), ocupa uma área de 277,7 km2 e abrange três freguesias: Granja, Luz e Mourão.
O concelho apresentava, em 2001, um total de 3315 habitantes. O natural ou habitante de Mourão denomina-se mouranense.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Alandroal, a nordeste e este por Espanha, a oeste por Reguengos de Monsaraz e a sul por Moura e Barrancos no distrito de Beja.
Possui um clima de influência marcadamente mediterrânica, caracterizado por uma estação seca bem acentuada no verão. A precipitação ronda os 500 mm entre os meses de outubro e março e os 170 mm no semestre mais seco, sendo bastante irregular.
A sua morfologia é marcada por um relevo relativamente plano e suave, destacando-se, contudo, elevações de altitude superior à média, 150 m: Cabeça (276 m), Cantarinho (253 m), Cerro (188 m) e Atalaia das Ferrarias (190 m).
Como recursos hídricos, de referir o rio Guadiana e a ribeira de Alcarrache.

História e Monumentos
Em 1226, após a Reconquista, o rei D. Dinis, com a ajuda dos Hospitalários, erigiu a povoação no local onde hoje se encontra. Foi povoada, nesse mesmo ano, por Gonçalo Egas, prior dos Hospitalários ou Ordem de São João de Malta, que lhe outorgou foral, confirmado por D. Dinis em 1296. Em 1511, foram levantadas as muralhas e recebeu novo foral por D. Manuel.
No que se refere ao património histórico e monumental, destaca-se o Castelo de Mourão, cujas fortificações seiscentistas possuem quatro baluartes, revelins, obra cornua com armadilhas, mas da qual, contudo, pouco resta. O xisto, o mármore e o granito compõem a espessa muralha medieval rasgada por portas. Possui uma planta triangular com torres quadradas. Destaca-se ainda o Castelo da Lousa, que se encontra nas ruínas de uma villa romana fortificada, datada do século I a. C. e que foi ocupada até ao século I d. C.; e a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias, datada do século XVII.

Tradições, Lendas e Curiosidades
São muitas as manifestações populares e culturais no concelho, sendo de destacar a festa da Senhora das Candeias, realizada a 2 de fevereiro; a romaria de S. Pedro, na segunda-feira de Páscoa; a festa de S. Brás, no mês de agosto, e a festa da Luz, no primeiro fim de semana de setembro.
A nível de artesanato, merecem destaque os trabalhos de meias de gaia e de meias de quatro agulhas e ainda os trabalhos em xisto.
Como instalação cultural, destaca-se a Biblioteca da Fundação Gulbenkian, localizada no edifício da antiga escola primária.

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor primário, seguido pelas do secundário e só depois as do terciário, com um peso relativamente baixo. No entanto, as atividades relacionadas com o setor terciário têm vindo a ganhar uma importância crescente.
No que se refere à agricultura, que possui uma grande importância na economia do concelho, destacam-se os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas industriais, pousio, olival, prados e pastagens permanentes. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente caprinos, ovinos e bovinos.
Cerca de 14,4% (200 ha) do seu território são cobertos de floresta, sendo as principais espécies arbóreas a oliveira, a azinheira e o sobreiro.
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