Museu de Arte de Atlanta
Denominado High Museum of Art, este museu, situado em Atlanta, no estado norte-americano da Georgia, localiza-se numa zona onde se encontram várias instituições culturais e educacionais que, embora ficando a cerca de três quilómetros do centro urbano, constitui uma área de forte expansão e de grande importância para o desenvolvimento da cidade.
Fundado em 1905 como Associação de Arte de Atlanta, a sua coleção reunia inúmeras peças de pintura e escultura antigas, provenientes de várias regiões como a Europa, a América e a África.
No início da década de 80, o arquiteto americano Richard Meier recebeu a encomenda para desenhar um museu destinado a receber aquela coleção de arte.
O edifício, implantado no gaveto dum quarteirão atravessado por vários percursos pedonais, é formado por três cubos compactos e fechados, colocados ortogonalmente nos vértices de um quadrado, sendo o quarto vértice ocupado pelo átrio de entrada e circulação com a forma de quarto de círculo e paredes em vidro. Enriquecendo este esquema simples, foram associados ao átrio alguns volumes acessórios com grande valor escultórico, um deles contendo o auditório.
A solução compositiva do edifício deriva claramente do Museu für Kunsthandwerk de Frankfurt, projetado pelo mesmo arquiteto entre 1979 e 1985, também ele formado por quarto volumes cúbicos ligados por longas galerias envidraçadas, criando um complexo sistema urbano.
Uma rampa exterior, formando uma longa diagonal, liga o museu à rua fronteira, constituindo um gesto simbólico de relação com a cidade. Este percurso é pontuado por um volume cúbico em forma de pórtico com quatro colunas. Este percurso diagonal projeta-se no átrio do museu e prolonga-se através de um conjunto de rampas curvas (em quarto de círculo) que constituem o elemento central de circulação do edifício. São inegáveis as referências e relações formais entre este átrio e a grande rampa helicoidal do volume central do Museu Guggenheim de Nova Iorque, projetado por Frank Lloyd Wright. Difere deste, no entanto, pelo facto de as rampas constituírem simplesmente espaços de percurso, sem integrarem, como no museu de Nova Iorque, espaços de exposição. Este facto obviou muitos dos problemas funcionais apontados a este último museu, mantendo no entanto o protagonismo visual, o sentido ascensional e a monumentalidade do espaço central do museu. O percurso contínuo em rampa que gere todos os movimentos dentro do museu permite estabelecer os mais diversos pontos de vista relativamente às obras expostas nas galerias laterais. Estas galerias apresentam uma divisão espacial relativamente informal, admitindo percursos cruzados e a definição de relações visuais entre as diversas salas, dentro de uma matriz de flexibilidade espacial que permite livres readaptações da sua organização em função das exigências específicas de cada exposição.
O revestimento exterior, formado por placas de alumínio branco, constitui uma pele unitária que envolve todo o organismo. No interior, o reboco branco luminoso do átrio contrasta com as paredes coloridas das salas de exposição que procuram, através de diferentes sensações cromáticas a definição de diversas qualidades ambientais para estes espaços.
Fundado em 1905 como Associação de Arte de Atlanta, a sua coleção reunia inúmeras peças de pintura e escultura antigas, provenientes de várias regiões como a Europa, a América e a África.
No início da década de 80, o arquiteto americano Richard Meier recebeu a encomenda para desenhar um museu destinado a receber aquela coleção de arte.
A solução compositiva do edifício deriva claramente do Museu für Kunsthandwerk de Frankfurt, projetado pelo mesmo arquiteto entre 1979 e 1985, também ele formado por quarto volumes cúbicos ligados por longas galerias envidraçadas, criando um complexo sistema urbano.
Uma rampa exterior, formando uma longa diagonal, liga o museu à rua fronteira, constituindo um gesto simbólico de relação com a cidade. Este percurso é pontuado por um volume cúbico em forma de pórtico com quatro colunas. Este percurso diagonal projeta-se no átrio do museu e prolonga-se através de um conjunto de rampas curvas (em quarto de círculo) que constituem o elemento central de circulação do edifício. São inegáveis as referências e relações formais entre este átrio e a grande rampa helicoidal do volume central do Museu Guggenheim de Nova Iorque, projetado por Frank Lloyd Wright. Difere deste, no entanto, pelo facto de as rampas constituírem simplesmente espaços de percurso, sem integrarem, como no museu de Nova Iorque, espaços de exposição. Este facto obviou muitos dos problemas funcionais apontados a este último museu, mantendo no entanto o protagonismo visual, o sentido ascensional e a monumentalidade do espaço central do museu. O percurso contínuo em rampa que gere todos os movimentos dentro do museu permite estabelecer os mais diversos pontos de vista relativamente às obras expostas nas galerias laterais. Estas galerias apresentam uma divisão espacial relativamente informal, admitindo percursos cruzados e a definição de relações visuais entre as diversas salas, dentro de uma matriz de flexibilidade espacial que permite livres readaptações da sua organização em função das exigências específicas de cada exposição.
O revestimento exterior, formado por placas de alumínio branco, constitui uma pele unitária que envolve todo o organismo. No interior, o reboco branco luminoso do átrio contrasta com as paredes coloridas das salas de exposição que procuram, através de diferentes sensações cromáticas a definição de diversas qualidades ambientais para estes espaços.
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Como referenciar
Museu de Arte de Atlanta na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$museu-de-arte-de-atlanta [visualizado em 2026-06-21 18:54:33].
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Museu de Arte de Atlanta na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$museu-de-arte-de-atlanta [visualizado em 2026-06-21 18:54:33].