Museu do Holocausto

Nome dado a dois museus distintos, um nos Estados Unidos da América e outro em Israel, mas cujo objetivo, o de homenagear as vítimas do Holocausto, é comum.
O mais antigo situa-se em Washington, nos EUA, e foi projetado em finais dos anos 80, princípios dos 90. A iniciativa de construção de um museu em homenagem às vítimas do genocídio nazi pertence a Jimmy Carter, político norte-americano.
O conceito do museu do Holocausto distancia-se um pouco ao que é habitual neste tipo de instituições, para além de ser um registo de factos passados, tem como finalidade principal sensibilizar a sociedade, fornecendo informações que sirvam de aviso para que não se voltem a cometer os mesmos atentados contra os direitos humanos, como os ocorridos no período da Segunda Guerra Mundial. Para isso, regista de forma realista os genocídios praticados pelos nazis utilizando meios que vão da simples exposição de objetos e documentação fotográfica a montagens cinematográficas. O museu está alojado num edifício projetado por James Ingo Freed, apresentando semelhanças arquitetónicas com os campos de concentração - como as torres de observação e vigilância -, elementos que no conjunto simbolizam objetos marcantes - como a forma de estrela em representação da marca que os prisioneiros usavam na roupa para definir a sua categoria - e pormenores arquitetónicos que sugerem sensações - um mundo obscuro, triste, deprimente e pesado.
O projeto museográfico é da autoria de Ralph Appelbaum, um designer que se dedica à conceção gráfica de museus e exposições. Das partes que constituem o todo do museu, destacam-se o Children Tile Wall - parede formada por 3 mil tijolos pintados por crianças, em memória das que pereceram - e o Hall of Remembrance - onde estão expostas centenas de velas acesas em memória das vítimas, assim como objetos pessoais de quem experienciou o Holocausto.
Ligado ao museu, existe também o Holocaust Research Institute que providencia materiais sobre o tema a estudantes e professores, assim como a possibilidade de pesquisa de informações, através do sistema informático, a todos os visitantes que estejam interessados.

O museu do Holocausto situado em Jerusalém, Israel, é mais recente do que o norte-americano. Os dois estão a uma distância temporal de mais de vinte anos, uma vez que o de Jerusalém foi inaugurado a 15 de março de 2005. Na cerimónia de abertura, contou com a presença de mais de quatro dezenas de líderes políticos internacionais, entre eles o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Anam.
Projetado pelo arquiteto Moshe Safdi, é quatro vezes maior do que o de Washington e os elementos estruturais sugerem não só os aspetos sombrios ligados ao tema como também sinais de renovação e esperança. O seu interior é composto por várias galerias que representam o desenvolvimento histórico da Segunda Guerra Mundial e das suas consequências trágicas, através de documentos escritos, fotográficos e cinematográficos, objetos e depoimentos de sobreviventes. Para além disso, contém a maior base de dados sobre as vítimas do Holocausto, disponibilizada ao público em geral num site criado para esse efeito.
Como referenciar: Museu do Holocausto in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-07-10 10:33:05]. Disponível na Internet: