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Neblinas (1880-1884)
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Volume de poesias dedicado ao pai do poeta, o visconde de Proença-a-Velha. No curto prefácio, Luís Osório situa os seus poemas na época em que era estudante em Coimbra, confirmando assim a epígrafe de Musset posta no rosto: "Ce livre est toute ma jeunesse". A obra revela influências românticas e parnasianas, estas patentes na tendência para a descrição de quadros naturais ("Embriaguez de luz", "Invernadas") e objetos ("O meu retrato"). A figura feminina constitui uma presença obsessiva ("Loira", "Anfitrite"), assumindo, por vezes, contornos de sedução fatal (nas séries de poemas "Nigerrimi" e "Morbidezza"). Uma certa nota pessimista perpassa em "Morrem as crenças" e em "Camoniana", onde o elogio à figura de Camões coexiste com o tratamento do tema da fugacidade do tempo. Do ponto de vista do estilo, salientam-se as notações impressionistas ("Se te vejo cruzar airosamente a estrada/ Dobrável, deslizando em curvas de serpente,/ Perpassam-me em tropel, na fronte desvairada,/ Florestas virginais de coma viridente", de "Anfitrite") e a originalidade métrica (manifesta no uso de sonetos de versos de quatro e seis sílabas).
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Como referenciar
Neblinas (1880-1884) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$neblinas-(1880-1884) [visualizado em 2026-06-10 01:57:29].
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