nebulosa

Este termo, também utilizado como sinónimo de nébula estelar, até há algum tempo aplicado às galáxias, refere-se a nuvens cósmicas de gases e poeiras. A partir das nebulosas admite-se que se formaram as estrelas e galáxias por um processo de contração.
Esta teoria é reforçada pelo facto de as estrelas azuis, inequivocamente jovens, se encontrarem unicamente entre as nuvens de poeira e gás que existem nos braços espirais das galáxias, indiciando, portanto, uma íntima relação entre as nebulosas e a formação de novas estrelas.
A formação de elementos pesados a partir de elementos leves, denominada nucleossíntese ainda se realiza no interior das estrelas. A partir do hidrogénio produzem-se hélio, carbono, oxigénio, azoto e néon; posteriormente magnésio e silício e mais tarde enxofre, alumínio, cálcio, titânio, vanádio, urânio, magnésio e ferro. Todos os elementos da Terra, incluindo os que constituem a matéria orgânica, formam-se nas estrelas, sendo a proporção atual dos elementos do Universo, em conjunto, 90 por cento de hidrogénio, 9 por cento de hélio e 1 por cento dos restantes. Tem-se verificado que as estrelas mais antigas são menos abundantes em elementos pesados, o que indicia que as primeiras estrelas se formaram a partir de hidrogénio e hélio, sintetizando-se os outros elementos no seu interior. As estrelas que num estádio da sua evolução explodiram expeliram para o espaço todos os elementos pesados nelas formados. Estes foram incorporados nos gases interstelares, dotando-os de tais elementos e, a partir destas nuvens enriquecidas, formaram-se mais estrelas.
Os novos astros forneciam assim mais elementos pesados do que os anteriores. Este processo, repetindo-se várias vezes, permite que as novas estrelas originem outras nuvens que formariam novas estrelas a partir dos gases contaminados pelos resíduos de explosões anteriores.
Segundo este esquema teórico, haveria sucessivas gerações de estrelas. O Sol seria uma estrela da segunda ou terceira geração e, antes de se formar, deviam existir outras que se formaram, evoluíram e morreram. Além disso como os elementos mais abundantes do Universo são os mais leves, hidrogénio e hélio, parece indiciar que o Universo no seu conjunto é muito jovem, da ordem dos 10 000 a 19 000 milhões de anos.
As nebulosas estão normalmente situadas no interior das galáxias (como a Cabeça de Cavalo, nuvem de gás frio e poeira interstelar, que pertence à Via Láctea) e, por vezes, são tão densas que ocultam as estrelas que se encontram atrás. Recentemente verificou-se que as nebulosas não têm a forma de nuvens irregulares mas que se agrupam em bandas formadas por numerosos filamentos, orientados segundo as linhas de força magnética da galáxia.
O espaço intergaláctico é preenchido por matéria muito pouco abundante, muito esparsa e algumas estrelas isoladas. Há pouco tempo foram fotografados uns anéis luminosos de matéria gasosa e poeira, que se julgam estão orientados segundo os campos magnéticos dos cúmulos ou enxames de galáxias. Estes anéis são uma prova irrecusável de que no espaço intergaláctico não existe o vazio absoluto.
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