New Topographic

A fotografia de paisagem desenvolveu-se nos Estados Unidos da América principalmente com a exploração do oeste do país, após a guerra civil. A fotografia teve um papel determinante na perceção americana do oeste.
Os fotógrafos do século XIX registaram uma paisagem inocupada, repleta de maravilhas naturais, como montanhas, quedas de água, grandes vales e rios, formações geológicas únicas. As câmaras de Carleton Watkins, Timothy O'Sullivan e William Henry Jackson registaram as imagens que cativaram a imaginação dos americanos através de estereoscópios, postais e coleções impressas.
Mas tarde essa paisagem deixou de ser desconhecida, passou a conter uma população própria e as modificações inerentes à existência de uma vida urbana: a paisagem foi, a partir dessa altura, constituída por uma sucessão de transformações humanas.
A partir dos anos 60, o movimento New Topographic fotografa e examina o impacto das alterações provocadas pelo Homem na terra pelo desenvolvimento habitacional, vias rodoviárias, instalações elétricas e outras estruturas.
Dentro do movimento, fotógrafos como Lewis Baltz, Robert Adams, Nicholas Nixon e Stephen Store tornaram-se líderes representativos de uma nova onda na fotografia americana dos anos 70, que assentou numa forma topográfica de fotografar, descrevendo as localidades.
Na Alemanha, esta fotografia teve uma grande influência no trabalho dos fotógrafos Michael Schmidt e Heinrich Riebesehl.
Durante os anos 80, surgiu uma variante europeia desta tradição de fotografia topográfica, pelo olhar de fotógrafos como Joachim Brohm, Andreas Gursky, Thomas Struth, Paul Graham, John Davies e Hans Aarsman, uma geração mais nova mas com uma forte inspiração nos trabalhos dos fotógrafos americanos.
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