Nicolau III

Papa italiano, chamado Giovanni Gaetano Orsini, era filho de Matteo Rosso, cônsul romano, e de Perna Gaetani. Este cardeal tinha sido o plenipotenciário da cúria durante cerca de trinta anos, e a sua eleição a pontífice de Roma foi sustentada por três dos cardeais durante seis meses, contra os outros três que compunham a cúria. O seu papado ocorreu de 25 de novembro de 1277 a 22 de agosto de 1280.
Nicolau III empenhou bastantes esforços para conseguir a conversão dos hebreus, pedindo às ordens mendicantes (Franciscanos e Dominicanos) que enviassem pessoas com aptidões para este fim. Estas medidas foram consequência da perseguição que estava a ser movida aos judeus, pois o Talmud estava a ser alvo de condenação doutrinal.
Foram feitos esforços de reconciliação e união das Igrejas do ocidente e do Oriente, tendo contudo o papa feito exigências, como a eliminação de todos os aspetos da liturgia bizantina que não coincidissem com a romana e a existência de legados papais em Constantinopla e nas cidades mais importantes, entre outras, que não agradaram aos orientais. Tendo sempre antagonizado Carlos de Anjou e o poder que este exercia em Itália, conseguiu um ano depois da sua eleição como papa que Carlos não mais ocupasse o posto de cônsul de Roma, e em julho de 1279 decretou que este cargo não poderia ser tomado por príncipes não naturais de Roma.
Foi deste modo que o Sumo Pontífice adquiriu o poder temporal nesta cidade, pois tornou-se cônsul vitalício. O passo seguinte para tornar a autoridade pontifical absoluta foi a cessação do vicariato do imperador do Ocidente na Toscânia.
Por outro lado, o papa estruturou espacial e juridicamente os Estados Pontifícios de uma forma que se manteria até ao ano de 1860, tendo para isto conseguido que o imperador Rodolfo de Habsburgo abdicasse dos poderes que detinha sobre a Romagna.
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