Nicolau V (antipapa)

Antipapa italiano, chamado Pedro Rainalducci, entrou para o convento franciscano de Aracoeli, em Roma, depois de deixar a mulher com quem se tinha casado cinco anos antes.
A eleição deste antipapa em 12 de maio de 1323 foi propiciada por Luís da Baviera, que tinha sido consagrado e coroado imperador em Roma a 17 de janeiro de 1318, contra a vontade do papa João XXII e por clérigos que não tinham poderes para tal.
Tomado o nome de Nicolau V no dia da sua coroação papal por Luís da Baviera (22 de maio), criou uma cúria cardinalícia composta por seis cardeais. Com este antipapa, os antagonistas de João XXII conseguiram mais um apoio na sua luta. Assim, os franciscanos e aqueles que apoiavam a posição de Luís da Baviera enquanto imperador reforçavam-se no conflito.
O imperador bávaro saiu de Roma a 4 de agosto de 1328, seguindo-o num curto espaço de tempo o antipapa. Este levou da igreja de São Fortunato in Todi os seus tesouros, encaminhando-se depois para Pisa, onde se encontrou com Luís da Baviera. Nesta cidade foi realizada um pseudo-cerimónia, onde, na catedral, se vestiu um boneco com as vestes pontificais de João XXII que depois despiram, simbolizando a destituição do papa.
Contudo, com a nova partida do imperador para o Norte de Itália, Nicolau viu-se desprotegido, escondeu-se em Burgaro e invocou a indulgência do papa. Este permitiu que o antipapa vivesse no palácio pontifical de Avinhão e atribuiu-lhe por ano uma pensão do valor de três mil florins. Manteve-se como antipapa até 1328, embora já sem proteção imperial efetiva e sem expressão eclesial alguma.
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