Nobreza Fundiária e Mercantilizada

Com o restabelecimento dos privilégios da nobreza portuguesa depois da Restauração, em 1640, a maior parte da aristocracia dedicou-se à produção vinícola, uma vez que eram extensos os terrenos na sua posse. A suportar este investimento dos latifundiários encontrava-se o Tratado de Methuen (1703), onde se privilegiava o comércio de vinho com Inglaterra. No século XIX inicia-se a distinção entre aristocracia e nobreza, pois tornaram-se vulgares as nobilitações de membros da burguesia com o intuito de criar uma classe dominante homogénea e estável. Até meados do século é frequente encontrar barões como donos de unidades de indústria e de produção agrícola, enquanto que os detentores de outros títulos nobiliárquicos se dedicavam preferencialmente à administração e à política. Contudo, a partir desta altura iniciou-se uma crescente atividade deste setor social ao capitalismo, ao comércio ou à indústria.
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