Nova História

Nos primeiros decénios do século XX assistiu-se a uma profunda interação da economia com a política, em que reconhecidos chefes de Estado, como foi o caso de Franklin D. Roosevelt, colocaram em prática políticas económicas ativas. Acompanhando este crescimento da importância económica surgiu o fator inevitável dos movimentos sociais massificados. Paralelamente, a Europa viveu uma crise política um resultado da descolonização, uma crise demográfica que desertificou certas zonas em detrimento de outras, que sofreram o superpovoamento, e, ressentindo-se destes fatores, faz-se sentir a crise cultural. O advento do progresso técnico e científico introduziu elementos inovadores e revolucionários na História e na historiografia, como a informática e derivados - que permitiram progressivamente o tratamento de uma grande quantidade de dados - , o desenvolvimento de ciências sociais e humanas (a antropologia, a sociologia e a etnologia, por exemplo). Iniciando-se esta nova conceção do estudo da História com a introdução das disciplinas da Economia (na sua vertente prática e não tanto teórica) e da Sociologia (de uma forma abrangente e comparativa, partindo da mais pequena célula para o total da Humanidade), continua com a historiografia do ambiente natural, do tempo e do espaço em que vivem, interagem e evoluem os homens e com a história da demografia - em que é bastante manifesta a importância da matemática na Nova História, fundamentadora, analista e sistematizadora -, que abrange a essência da pessoa (causas de morte, comportamentos perante este fator e outros como a natalidade, o crescimento, a sexualidade, etc.) refletida nas suas manifestações físicas e estuda demais componentes do ser humano que até aí tinham sido relegados por considerados secundários e no seu conjunto constituem uma valiosa fonte de conhecimento. Passa-se assim de uma conceção da História geral e um pouco abstrata para o antropocentrismo ou o Homem como a mais importante fonte de conhecimento, o que teve como consequência o desmistificar de obras, títulos, hábitos, ao democratizá-los. Em suma, passa-se de uma forma de encarar a História apenas através da recolha e interpretação de documentos físicos para o estabelecimento de conexões com os elementos espaciais e/ou temporais próximos.
Como referenciar: Nova História in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-02-25 02:44:05]. Disponível na Internet: