Novos Horizontes (1875-1880)

Volume de poesias dedicado à esposa do autor, Maria do Carmo Vaz de Carvalho, e ao poeta António Cândido. No prólogo, Cristóvão Aires defende que a poesia seja a "expressão da sociedade em que se produziu" e esquiva-se a filiar-se em qualquer escola literária (o que reafirmará, em verso, no poema "Românticos e Realistas", dedicado a Gonçalves Crespo). A "musa eclética" do autor privilegia o lirismo subtil, pintando quadros suaves de intimidade familiar em que as filhas do autor são presença constante ("Riquezas dum pai", "As duas irmãs", "À sobremesa", "Justiça inata", "Sempre elas"). O tratamento de temas sociais, como a miséria ("O poema das vielas") e a guerra ("Auroras de sangue"), e filosóficos ("Junto a um berço", "Entre dois infinitos") aflora episodicamente. O volume inclui ainda versões de poesias de Vítor Hugo e traduções de poesias indianas.
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