O Anjo Azul

Longa-metragem de Josef von Sternberg (Der Blaue Engel, no original), a preto e branco, datada de 1930, com Marlene Dietrich e Emil Jannings nos papéis principais. O filme, baseado num romance de Heinrich Mann, conta a história de Immanuel Rath (Jannings), um austero professor que descobre que os alunos da sua turma frequentam um cabaret de segunda, intitulado «O Anjo Azul». A estrela principal desse cabaret é Lola Frohlich (Dietrich), objeto de desejo de todos os clientes que se acotovelam para adquirir um postal sensual da mesma. Numa noite em que Rath se desloca ao cabaret para surpreender os seus alunos em flagrante delito, fica cativado pela beleza de Lola. Ambos iniciam um relacionamento amoroso e quando a notícia chega aos ouvidos dos diretores do colégio, Rath é despedido. Depois de casados, Lola humilha frequentemente o ex-professor, fazendo dele seu escravo e vestindo-o de palhaço para divertir os clientes do cabaret. Quando Rath descobre que Lola comete adultério, decide fazer justiça. Este título, talvez o mais emblemático de Josef Von Sternberg, ajudou a projetar a carreira de Dietrich que, após a distribuição internacional do filme, recebeu convites para trabalhar em Hollywood. O filme foi rodado em duas versões, uma germânica e outra inglesa. Imortalizada nos anais da História do cinema, ficaria a cena onde Dietrich, mostrando as pernas, canta "Falling in Love Again". A magnífica direção de fotografia a preto e branco, que tão bem ilustra a decadência da moral de Rath, esteve a cabo da dupla Günther Rittau e Hans Schneeberger. Em 1959, foi feito um desastroso remake deste filme, protagonizado por Curt Jurgens e May Britt e dirigido por Edward Dmytryk.
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