O Homem de Ouro
Drama de atualidade, de Mendes Leal, apresentado como sequência cronológica e moral do seu predecessor, Os Homens de Mármore. Oito anos depois, o protagonista é o usurário Simplício Lobo, feito barão, cujos destinos se cruzam de novo como os de Diogo Travassos e Estêvão de Moura (Filho).
Mas Simplício surge agora como um homem arrependido e desejoso de mudar de rumo, por amor à sua filha, Maria; por isso o autor pode afirmar: "O fim artístico (da obra (é mostrar o jogo dos caracteres, o contraste do homem consigo mesmo, e a sua modificação sucessiva nas situações diversas.
O fim moral é apresentar, numa série de quadros, o que há de vicioso numa sociedade em que principalmente se sacrifica às exterioridades, e como são terrivelmente coerentes as consequências deploráveis desses vícios.
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