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O Pátio das Cantigas
Realizada por Ribeirinho com argumento de António Lopes Ribeiro, Vasco Santana e Francisco Ribeiro, a longa-metragem O Pátio das Cantigas estreou a 23 de janeiro de 1942, em Lisboa. Sendo considerado um dos grandes êxitos do período áureo do cinema nacional, este filme revela os sonhos, dissabores, paixões, ciúmes e alegrias dos que vivem num pátio situado entre o casario de um bairro popular lisboeta. Entre os moradores destaca-se Narciso (Vasco Santana), um outrora talentoso guitarrista que agora se vê confinado ao alcoolismo. Vive com o seu filho Rufino (Ribeirinho), um jovem ajuizado, dono de uma leitaria. O maior inimigo de Narciso é Evaristo (António Silva), um abastado e irascível merceeiro que vive com a sua filha Celeste (Laura Alves), alvo das atenções de João Magrinho (Barroso Lopes), empregado de Evaristo e de Carlos Bonito (António Vilar), um músico vigarista que busca angariar dinheiro para fugir para o Brasil com a cantadeira Amália (Maria Paula). Narciso e Rufino disputam o amor de Dona Rosa (Maria das Neves), uma florista viúva que espera ansiosamente pelo regresso da sua filha Maria da Graça (Maria da Graça) que construíra uma sólida carreira musical no Brasil. Esta comédia tornou-se um dos maiores êxitos do cinema português devido a momentos que ficariam imortalizados. Entre eles, destacam-se o monólogo de Narciso, visivelmente embriagado, junto ao lampião, a miraculosa fonte de vinho criada por Narciso quando fura a parede da adega de Evaristo, o célebre pregão «Evaristo, Tens Cá Disto?!» e o impagável gag da ginástica sueca protagonizado por Vasco Santana e Ribeirinho.
Como referenciar: O Pátio das Cantigas in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-09-21 20:37:11]. Disponível na Internet: