O Pranto do Clérigo

Peça de Anrique da Mota publicada no Cancioneiro Geral. Representa a paixão desmedida de um abade pelo vinho e os seus diálogos com a criada congolesa, com uma malícia levemente cúmplice que atenua o vigor da crítica. O autor comparece como personagem no final da farsa, após o abade ter usado a sua escrava negra como bode expiatório pelo facto de estar espalhado no chão o conteúdo da sua pipa. De facto, Anrique da Mota acaba por consolar o abade, alegando que a nova vindima não vem longe e que sempre terá a escrava para o consolar.
Como referenciar: O Pranto do Clérigo in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-05-23 06:23:40]. Disponível na Internet: