O Resgate do Soldado Ryan

Filme de guerra baseado numa história verídica desenrolada durante a Segunda Guerra Mundial. Intitulado Saving Private Ryan, foi realizado, em 1998, por Steven Spielberg e contou com as prestações de Tom Hanks, Edward Burns, Tom Sizemore, Matt Damon e Ted Danson. Logo após o desembarque das tropas aliadas nas praias da Normandia (o célebre dia D), o capitão John Miller (Tom Hanks) é encarregue de comandar um pequeno pelotão de oito homens cujo objetivo é o de descobrir o soldado James Ryan (Matt Damon), cujos três irmãos morreram em combate. O pelotão, formado pelo sargento Horvath (Tom Sizemore), os soldados Reiben (Edward Burns), Jackson (Barry Pepper), Mellish (Adam Goldberg), Caparzo (Vin Diesel), o cabo Upham (Jeremy Davies) e o paramédico Wade (Giovanni Ribisi), aventurou-se pela França ocupada pelos nazis, encetando uma viagem que servirá para conhecerem a essência da camaradagem e combaterem os seus medos interiores. Só que, quando encontram Ryan, este não deseja a licença prometida e convence-os a defender um ponto estratégico aliado, algo que levará o pelotão a combater até à morte. As filmagens deste épico demoraram cerca de 14 meses. Foi unanimemente apontado como sendo o filme com as cenas de combate mais realistas de sempre. A atestá-lo a magnífica sequência do desembarque do exército aliado fotografada por Janusz Kaminski. O realismo da batalha nas praias da Normandia motivou o elogio dos veteranos da Segunda Guerra, tornando-o o filme sobre a Segunda Guerra Mundial mais credível desde Tora! Tora! Tora! (1970). O filme é essencialmente uma história de amizade, humanitarismo e heroísmo em campo de batalha, fatores alicerçados em sólidos desempenhos interpretativos dos atores principais. O mais paradigmático será o de Tom Hanks (nomeado para o Óscar de Melhor Ator), um veterano de guerra em busca da verdadeira essência do conflito e que se diverte em ocultar aos seus homens a sua profissão civil: professor. Este filme era, à partida, o grande favorito para a noite dos Óscares, mas foi derrotado por uma convincente campanha de marketing feita pela produtora Miramax em relação ao filme Shakespeare in Love (A Paixão de Shakespeare, 1998). Contudo, venceu três Óscares: Melhor Realizador (Spielberg), Fotografia e Montagem, sendo esta última um trabalho sublime a cargo de Michael Kahn. O filme lançou a carreira do ator Matt Damon que, à altura das filmagens, não tinha ainda no seu currículo prestações marcantes. A sua personagem, apesar de secundária, é o eixo central da ação do filme, cuja cena inicial representa a personagem envelhecida do soldado Ryan que, rodeado da sua família, chora sobre as campas dos soldados que perderam a vida ao tentar resgatá-lo.
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