obscurantismo

Obscurantismo significa estado de quem se encontra na escuridão, de quem vive na ignorância. É, a nível social, político e cultural, o sistema que nega a instrução e o conhecimento às pessoas com a consequente ausência de progresso intelectual ou material.
Os Estados totalitários e as grandes religiões na luta pelo poder recorreram, muitas vezes, a práticas obscurantistas, sacrificando os povos e o progresso civilizacional. São muitos os exemplos que a História nos oferece e que levaram a perseguições e outros crimes para preservar o estado de ignorância e facilitar o poder das instituições. O fanatismo religioso ao longo dos tempos, a Inquisição, as guerras étnicas, diversas ditaduras e muitas outras práticas totalitárias são exemplo do obscurantismo.
A Idade Média, por exemplo, é definida por alguns historiadores como "idade das trevas", com o conhecimento detido pela Igreja. Os principais representantes do Renascimento afirmavam-se críticos do "obscurantismo" medieval, numa atitude de contestação à influência da religião na cultura e no pensamento ocidental.
Na obra "Felizmente Há Luar!", de Sttau Monteiro, é possível observar a crítica ao obscurantismo em Portugal no início do século XIX e perceber que o mesmo acontecia durante a ditadura do Estado Novo. O posicionamento das personagens e o título da obra dão conta das forças do obscurantismo que mantêm o povo na miséria e ignorância e utilizam, paradoxalmente, o lume (fonte de luz e de calor) para, na lógica dos governadores, "purificar a sociedade" (a Inquisição considerava a fogueira como fonte e forma de purificação).
Como referenciar: obscurantismo in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-05-27 06:40:59]. Disponível na Internet: