Oliveira de Frades

Aspetos Geográficos
O concelho de Oliveira de Frades, do distrito de Viseu, localiza-se na Região Centro (NUT II), em Dão-Lafões (NUT III), ocupa uma área de 145,4 km2 e abrange 12 freguesias: Arca, Arcozelo das Maias, Destriz, Oliveira de Frades, Pinheiro, Reigoso, Ribeiradio, São João da Serra, São Vicente de Lafões, Sejães, Souto de Lafões e Varzielas.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 10 552 habitantes. O natural ou habitante de Oliveira de Frades denomina-se oliveirense.
O concelho encontra-se limitado a norte e nordeste pelo concelho de S. Pedro do Sul, a sudeste por Vouzela e a oeste por Sever do Vouga, no distrito de Aveiro.
Possui um clima marítimo de transição, cuja disposição dos maciços montanhosos permite a penetração de ar marítimo, sendo áreas geralmente mais chuvosas e amenas do que as mais interiores.
A sua morfologia é relativamente acidentada, destacando-se como áreas de maior altitude a serra do Caramulo, com 1062 m, e a das Cruzes, com 804 m.
Como recursos hídricos, possui o rio Vouga e o rio Teixeira.

História e Monumentos
A região possui inúmeros vestígios de ocupação pré-histórica.
As terras de Oliveira de Frades terão pertencido ao Convento de S. Cristóvão, fundado em 1123, na margem do Vouga, e, segundo outros, aos frades de Santa Cruz. Posteriormente, em 1169, Afonso Henriques confirmou a doação aos frades de Santa Cruz do Couto de Oliveira de Frades.
O concelho foi criado em 1834, para ser extinto em 1836, e restaurado a 7 de outubro de 1837. Cerca de 18 anos mais tarde, com o reordenamento da estrutura jurídico-administrativa, foi ampliado, tendo-lhe sido retiradas algumas freguesias em 1871. A partir desta data Oliveira de Frades adquiriu a constituição que mantém até hoje.
Ao nível do património arquitetónico, destacam-se as ruínas do Mosteiro de São Cristóvão de Lafões, que remonta a 1120, tendo sido doado aos Cistercienses por D. Afonso Henriques, mas também as casas solarengas, a Igreja Paroquial de Reigoso, o Santuário de Nossa Senhora Dolorosa, a Capela de S. Miguel, a Capela de Nossa Senhora da Paz e ainda alguns monumentos pré-históricos, como o dólmen do Espírito Santo de Arca, os castros do Murado, as antas de Arca, o povoado das Mamoas e sepulturas antropomórficas.

Tradições, Lendas e Curiosidades
São muitas as manifestações populares e culturais no concelho: o feriado municipal a 7 de outubro; a festa de Nossa Senhora das Trovoadas, em maio; a festa de Nossa Senhora dos Milagres, em agosto; a festa de Nossa Senhora da Pedra do Ar, também em agosto; a festa da Nossa Senhora Dolorosa, em setembro, a festa de Nossa Senhora da Saúde, a 15 de agosto, e a festa de Nossa Senhora da Conceição, em dezembro.
De referir ainda a feira franca de maio, realizada no quarto domingo e na quarta segunda-feira de maio.

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor terciário, seguidas das do secundário, tendo o primário um peso relativamente baixo.
No que se refere à atividade agrícola, predominam os cultivos de cereais para grão, leguminosas secas para grão, prados temporários e culturas forrageiras, horta familiar, prados, pastagens permanentes e vinha. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de suínos, coelhos e aves. Quase 54% (1685 ha) do seu território está coberto de floresta.
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