Omã

Geografia
País do Sudoeste Asiático. Situado no Sudeste da península Arábica, abrange uma área de 212 460 km2. Banhado pelo golfo de Omã, a nordeste, e pelo mar da Arábia, a sudeste, faz fronteira com o Iémen, a sudoeste, a Arábia Saudita, a oeste, e os Emirados Árabes Unidos, a noroeste. A Omã pertence ainda o território do pequeno enclave situado na extremidade da península de Musandam e do estreito de Ormuz. O território insular inclui as ilhas Masirah e Al-Hallaniyah. As principais cidades de Omã são Mascate, a capital, com 56 400 habitantes (2004), Nizwa (84 500 hab.), Sama'il (48 500 hab.) e Salalah (185 800 hab.).
Em Omã, podem individualizar-se uma fértil planície costeira (Batinah) no extremo norte, as montanhas de Hagar, com mais de 3000 metros de altitude, e um planalto com pequenos portos piscatórios, a sul.
Clima
O clima é predominantemente desértico quente.

Economia
Baseia-se essencialmente na exportação de petróleo. Pratica uma agricultura de subsistência, pelo que é necessário recorrer à importação de alimentos. Produz bananas, limas, legumes, entre outros alimentos, e cria camelos e gado. Dedica-se também à pesca.
O governo apoia investimentos privados quer nacionais quer internacionais como forma de desenvolvimento económico. Os principais parceiros comerciais de Omã são os Emirados Árabes Unidos, o Japão, os Estados Unidos da América e o Irão.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 8,5.

População
A população de Omã está estimada em 2 622 198 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional bastante baixa (14,13 hab./km2). As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 36,24%o e 3,81%o. A esperança média de vida é de 73,37 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,755 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,736 (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 5 294 000 habitantes. Os principais grupos étnicos são os árabes naturais de Omã (74%), os indianos (13%), os naturais do Bangladesh (4%), os paquistaneses (3%) e os egípcios (2%). O islamismo é seguido por 88% da população, seguindo-se-lhe o hinduísmo (7%) e o cristianismo (4%). A língua oficial é o árabe.

História
As duas vagas de migração que formaram a população original de Omã eram constituídas pelos nizari vindos do norte, e os iemeni, vindos do sul. Esta dupla origem levou à formação de duas fações que se opuseram ao longo dos tempos e que levaram a guerras sucessivas. A adesão das tribos de Omã ao islamismo fez-se depois da morte do profeta Maomé. O sultanato de Omã é uma monarquia em que o sultão, chefe de Estado e do Governo, é assistido por um conjunto de sessenta conselheiros. Este sultanato é considerado o guardião do golfo. O porto de Mascate, hoje capital do país, foi no século V a. C. um florescente centro de comércio e uma base portuguesa entre 1508 e 1648. Mantém a atual dinastia desde 1741. No século XIX o país estabeleceu laços com a Grã-Bretanha. O governo de Londres pretendia defender os interesses da Companhia das Índias Orientais e pôr fim às atividades de pirataria nos portos do golfo. Mascate foi palco de rivalidades franco-britânicas no Golfo antes da colonização inglesa. A presença inglesa (1820) impôs a paz, favoreceu as atividades económicas como a pesca de ostras, o comércio marítimo e a construção naval. A pesca de ostras viria a declinar com a concorrência japonesa. A miséria dos pescadores foi tal, que veio a servir de tema para a literatura oral, para a poesia cantada e de inspiração rítmica e para os tambores que hoje animam a cultura dos países dos Emirados Árabes.
A descoberta de petróleo em Omã, em 1967, veio iniciar um processo de desenvolvimento e de modernização a que este Estado pobre e pouco povoado não estava habituado. Mais de metade da população é estrangeira, sendo oriunda da Índia, do Paquistão, do Irão, da Coreia do Sul e também de vários países da Europa. Omã conquistou a independência em 1971 mas continua a possuir estreitas ligações militares com a Grã-Bretanha e com os Estados Unidos da América. A invasão do Koweit pelo Iraque em agosto de 1990, a que se seguiu a Guerra do Golfo (janeiro e fevereiro de 1991), mostrou, no entanto, a grande fragilidade e vulnerabilidade do pais face aos acontecimentos políticos externos.
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