Ópera de Paris

A construção do edifício da Ópera de Paris foi levada a concurso público em 1861. Dele saiu vencedor o arquiteto Charles Garnier, que trabalhara com Violet-le-Duc na qualidade de ajudante. Foi construída no decorrer do Segundo Império e constitui a sua obra mais sumptuosa.
Foi necessário substituir o antigo edifício da Ópera de Paris, fundado por Luís XIV e que sofrera um incêndio em 1781. Os projetos de reconstrução sucediam-se, obrigando a planeamentos urbanísticos. Problemas financeiros e a conjuntura política instável adiaram indefinidamente a construção da Ópera.
Foi o Barão de Haussmann (1809-1891), urbanista francês e responsável pela abertura em Paris de largas avenidas e boulevards, para além de parques e belos edifícios, que ao traçar os novos planos de urbanização de da capital francesa, propôs a localização do edifício. A escolha recaía na confluência de três ruas constituindo um desafio para Garnier: teria de elaborar três fachadas com o mesmo grau de importância. É aqui que mais se faz notar o ecletismo romântico do arquiteto que se tinha formado na Escola de Belas-Artes, resumindo magistralmente motivos do Renascimento e do Barroco de forma muito racional. Assim, desenvolve eixos que valorizam cada parte da planta. Na fachada que fica voltada para a praça abre-se uma galeria que liga aquele elemento urbano ao salão, conduzindo o espectador. A cúpula achatada domina o edifício.
Inaugurada em 1875, a Ópera constituiu uma obra de cunho marcadamente pessoal numa unidade absoluta entre arquitetura e decoração.
No interior do edifício destaca-se a grande escadaria, os mármores, os bronzes e os lustres que funcionam também como cenário onde o próprio público entra em cena.
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