orbital

Segundo a teoria da Mecânica Quântica, atribui-se a designação de orbital a qualquer solução da equação de Schrodinger. Esta solução é uma função estendida a todo o espaço, cujo quadrado se interpreta como a probabilidade de encontrar o eletrão num pequeno diferencial de volume.
A equação de Schrodinger, estabelecida para um átomo, só se pode resolver exatamente para o átomo de hidrogénio (que contém um único eletrão). Para outros átomos, é necessário recorrer a métodos de aproximação, tomando como base as soluções do átomo de hidrogénio. A definição destas soluções depende de três números inteiros, denominados números quânticos, que se representam pelas letras n (número quântico principal), m (número quântico magnético) e l (número quântico angular). Na prática, a orbital é representada por uma figura geométrica, que contém a zona do espaço onde existem 95% de probabilidades de encontrar o eletrão.
O conceito de orbital surgiu da tentativa de interpretação do átomo, superando as dificuldades apresentadas pelo modelo de Rutherford, e, em parte, pelo de Bohr, os quais analisavam o átomo como um núcleo central, onde se encontrava a carga positiva, e os eletrões, que descreviam orbitas à sua volta, tal como nos sistemas planetários.
As dificuldades de interpretação dos espetros atómicos e a teoria das ligações químicas só encontraram solução com a descoberta da Mecânica Quântica, cujo postulado fundamental implica uma interpretação probabilística da realidade e, portanto, o abandono do conceito de órbitas eletrónicas localizadas.
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