orçamento

A orçamentação é uma atividade desenvolvida por vários tipos de entidades e que consiste genericamente no estabelecimento de previsões relativamente a um conjunto de rubricas (custos, proveitos, receitas, despesas, etc.) para um determinado período futuro.
O orçamento, desde que bem elaborado, assume-se como uma importante ferramenta de gestão, na medida em que, entre outros aspetos, possibilita a existência de uma orientação concreta para as entidades que o utilizam durante o período ao qual se refere. A existência dessa orientação permite designadamente a deteção permanente de desvios face ao previsto e consequentemente um mais fácil e eficaz controlo das várias áreas funcionais da empresa.
De entre as entidades que utilizam os orçamentos merecem referência o Estado e as empresas. O Estado representado pelo Governo baseia a sua atividade concreta em orçamentos, por norma de base anual, aprovados na Assembleia da República no final do ano anterior àquele a que se referem. Nesses orçamentos estão traduzidas genericamente as previsões relativamente às receitas (impostos, venda de bens e serviços, etc.) e despesas (compra de bens e serviços, transferências, etc.) para o período e, por consequência, a previsão do défice ou superavit previsto, que é um importante item da política económica a nível nacional.
No caso das empresas, a elaboração de orçamentos traduz-se na construção de orçamentos de exploração, investimentos e financiamentos com o objetivo de estabelecer previsões relativamente às principais rubricas económico-financeiras da empresa. A partir daí é por sua vez possível construir os principais mapas contabilísticos de forma previsional, designadamente a demonstração de resultados previsional, o orçamento de tesouraria, o orçamento financeiro e o balanço previsional.
Os passos normalmente seguidos na elaboração de um orçamento de carácter empresarial são sequencialmente os seguintes: construção do orçamento de vendas; construção do orçamento de produção (que resulta da conjugação do orçamento de vendas com a política de stockagem de produtos acabados prevista); construção do orçamento de compras e custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas; construção do orçamento de fornecimentos e serviços externos (cada valor de cada uma das rubricas de FSE deverá ser previsto com base em critérios o mais realistas possível, sendo que esse critério deverá ter em conta nomeadamente o facto de estarem em causa custos fixos ou variáveis); construção do orçamento de custos com pessoal; construção do orçamento de outros custos e outros proveitos (amortizações e provisões, proveitos e ganhos financeiros, custos e perdas financeiras, proveitos e ganhos extraordinários, custos e perdas extraordinárias, impostos, etc.); construção do orçamento de Investimentos e respetivos financiamentos (caso estejam previstos); construção do orçamento de tesouraria (que engloba as entradas e saídas de fluxos financeiros associados à atividade de exploração); construção do orçamento financeiro (que engloba as entradas e saídas de fluxos financeiros associados às atividades extra-exploração); construção da demonstração de resultados previsional; construção do balanço previsional.

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