Oriana Fallaci

Jornalista e escritora italiana nascida a 29 de junho de 1929, em Florença, e falecida a 15 de setembro de 2006, na mesma cidade, vítima de cancro. Filha de um ativista político que se empenhou na luta antifascista, fez parte da resistência italiana durante a Segunda Guerra Mundial. Ainda muito jovem, iniciou a carreira de jornalista, tendo sido, em 1950, correspondente do jornal italiano Il mattino dell'Italia centrale. A partir de então lançou-se de alma e coração na profissão. Foi correspondente de guerra em várias partes do mundo - como no Vietname, na guerra indo-paquistanesa, no Médio Oriente e na América do Sul - em diversos jornais mundiais importantes. Sofreu atentados, passou por várias situações de perigo e recebeu ameaças, sem que isso a fizesse perder a força, a destreza e a convicção necessárias para enfrentar grandes líderes mundiais em entrevistas e expor situações graves e escandalosas da política internacional como, por exemplo, em 2005, nas críticas que teceu ao mundo islâmico no seu livro La forza della Ragione, a ponto do presidente da União Muçulmana Italiana ter emitido um mandato de perseguição à jornalista. Das entrevistas realizadas a grandes líderes, destaca-se a que fez com Henry Kissinger, em que levou o secretário de Estado norte-americano a confessar que a guerra do Vietname foi inútil. Foi também célebre a entrevista em que enfrentou o líder religioso Ayatollah Khomeini, rasgando uma túnica islâmica.
Oriana Fallaci foi distinguida com vários prémios italianos, dos quais se destaca, em 2005, a Medalha de Ouro, entregue pelo Presidente da República Italiana e proposta pela Ministra da Educação Letizia Moratti. Recebeu também o Center for the Study of Popular Culture's Annie Taylor Award, atribuído em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.
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