origem do sistema solar

O ordenamento natural do nosso sistema solar leva a que a maior parte dos astrónomos conclua que os planetas se formaram sensivelmente ao mesmo tempo e do mesmo material primordial que o Sol. Este material constituía um enorme aglomerado de poeiras e gases que no seu conjunto se denominam nébula ou nebulosa.
A hipótese nebular sugere que todos os corpos do sistema solar se formaram a partir de um grande aglomerado nebular constituído por aproximadamente 80 por cento de hidrogénio, 15 por cento de hélio e uma pequena porção de todos os outros elementos leves que se conhecem. As substâncias mais leves deste frígido aglomerado de poeiras e gases consistiam fundamentalmente em elementos tais como sílica, alumínio, ferro e cálcio, substâncias muito comuns nos materiais rochosos atuais.
Também existiam em relativa quantidade outros elementos que hoje nos são familiares como, por exemplo, oxigénio, carbono e azoto. Há cerca de 5 mil milhões de anos, e por razões ainda não completamente percebidas, esta imensa nuvem de minúsculos fragmentos e gases começou a contrair-se por influência da sua própria força gravitacional. A contração deste amontoado de material manifestamente teve alguma velocidade rotacional. Esta rotação lenta da nuvem, gravitacionalmente a contrair-se, foi aumentando. Esta rotação induziu a que a formação nebular assumisse a forma de disco achatado. No interior deste disco rotativo, contrações relativamente pequenas, como turbilhões numa corrente, teriam constituído os núcleos a partir dos quais os planetas eventualmente se formaram. Contudo, a maior parte da concentração do material, pela força gravitacional, verifica-se no centro, constituindo um protossol.
À medida que esta nuvem de gases colapsava, a temperatura da massa central aumentava.
O material nebular próximo do protossol atingia temperaturas de milhares de graus e era completamente vaporizada.
Num relativo curto espaço de tempo, depois do protossol formado, a temperatura na parte mais interior da nébula decaía significativamente. Este decréscimo de temperatura provocava que as substâncias com mais alto ponto de fusão se condensassem em partículas do tamanho de grãos de areia. Materiais como o ferro e o níquel solidificavam primeiro. Os que a seguir se condensavam eram elementos de que se formam as rochas como, por exemplo, sílica, cálcio, etc. Alguns destes fragmentos colidiam e agregavam-se em corpos do tamanho de asteroides, que em poucas dezenas de milhões de anos por acreção originaram os quatro planetas interiores que designamos por Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. Como cada vez mais os detritos nebulares eram acrescidos a estes protoplanetas, o interior do sistema solar começou a aclarar, permitindo a passagem da radiação solar que aquecia a superfície dos planetas. Devido às suas, relativamente, altas temperaturas e fracos campos gravitacionais, o interior dos planetas era incapaz de acumular mais do que os componentes mais leves deste aglomerado nebular. Estes componentes muito leves, hidrogénio, amoníaco, metano e água, eram eventualmente retirados rapidamente do interior do sistema solar pelos ventos solares.
Ao mesmo tempo que planetas interiores ou terrestres se formavam, os grandes planetas exteriores ou jovianos, e os seus grandes sistemas de satélites também se desenvolviam. Contudo, devido às baixíssimas temperaturas existentes em zonas afastadas do Sol, os fragmentos de que estes planetas se formaram contêm uma alta percentagem de gelos-água, dióxido de carbono, amónia e metano. Contudo, por um acaso fortuito, dois dos planetas exteriores, Júpiter e Saturno, cresceram muitas vezes mais (em massa) do que Urano e Neptuno. Comparativamente, Júpiter é 318 vezes e Saturno 95 vezes mais pesado do que a Terra. Contudo, Urano e Neptuno possuem respetivamente massas somente cerca de 15 e 17 vezes maiores do que a Terra.
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