orvalho

O processo fundamental da formação do orvalho é um processo termodinâmico, que se denomina condensação, porque a mudança fase vapor-líquido tem como resultado a condensação de um pequeno volume da nova fase, que se encontrava na atmosfera na forma de vapor. O parâmetro que condiciona praticamente as mudanças de fase de uma massa de ar, com um determinado volume de vapor de água, é a temperatura.
Para que pequenas gotas de água perlem as folhas e os caules, é necessário que coexistam duas condições: uma noite clara que permita que o solo arrefeça, por radiação, abaixo do ponto de orvalho e os ventos serem praticamente nulos para evitar a agitação atmosférica. Numa noite com céu limpo, na ausência de nuvens que formam uma parede isoladora, o solo e a vegetação emitem da mesma forma que um corpo negro, o máximo de emissão numa distância de 10 micrómetros, formando uma importante camada transparente no espetro de vapor de água. O ar em contacto direto com o solo arrefece e a sua estabilidade, a alguns decímetros acima do solo, está defendida de trocas turbulentas com o ar mais quente das camadas mais elevadas, desde que não se verifique vento ou a sua deslocação seja extremamente débil.
A vegetação e detritos naturais atingem assim a temperatura do ponto de orvalho e condensam na sua superfície sob a forma de pequeníssimas gotas, o vapor de água disponível na atmosfera envolvente. Depois das primeiras horas de insolação, o aquecimento direto do solo e da vegetação e a turbulência que resulta do aquecimento do ar das camadas baixas vaporizam o orvalho formado durante a noite ou nas primeiras horas do dia.
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