Os Excêntricos do meu Tempo

Obra de memórias, da autoria de Luís Augusto Palmeirim, que colige artigos dispersos na imprensa, oferecida em dedicatória do autor "aos escritores que restam do (seu) tempo". No prefácio, Palmeirim alude à moda da redação de memórias e, depois de considerar que não só "os homens ilustres pela pena e pela espada, ou pelos episódios acidentados da política, da diplomacia e do teatro" são dignos de evocação, define os "excêntricos" mencionados no título como as "boas pessoas" que se diferenciam do vulgo, "uns pelas suas aptidões intelectuais, outros por serem exceção, no modo de viver e de falar, às prescrições que a sociedade impõe como norma aos que vivem e morrem sem ter dado por isso". Evoca figuras da boémia teatral e literária ultrarromântica juntamente com personagens castiças de Lisboa: barbeiros, janotas, fadistas (com um artigo sobre "A Severa").
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