Os Falsos Apóstolos

Poema de Guilherme Braga dedicado "ao enérgico e temido adversário da reação ultramontana em Portugal, o grande historiador Alexandre Herculano". No curto prefácio, o autor apresenta os seus versos como sendo "um brado de profunda indignação" contra a influência crescente do jesuitismo, anunciando, assim, o anticlericalismo que percorre a obra, da primeira à última estrofe: "Quem luta quer vencer, e há muito, ao pé do abismo,/ Tu lutas sem cessar, velho Ultramontanismo,/ Fanático, impostor!/ Mas Deus sabe quem és... mas, desse abismo à borda,/ Quebra, apaga-te Deus, carrasco, a tua corda;/ Teu facho, inquisidor!" O poeta termina exaltando a "musa do Progresso" e o "Deus da luz".
Como referenciar: Os Falsos Apóstolos in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-12-03 04:58:14]. Disponível na Internet: