Paço Episcopal de Viseu

O Paço Episcopal de Viseu foi mandado construir após o Concílio de Trento, onde se determinou a construção de colégios para formar clérigos. Nos finais do século XVI, o bispo D. Nuno de Noronha deu início à imponente obra de granito. Conhecida como o Paço dos Três Escalões, incorporou a residência episcopal e os colégios dos clérigos.
Nos finais do século XIX, o bispo mudou a sua residência para o Paço do Fontelo e, mais tarde, o seminário para o antigo Convento dos Néris. Ficou assim o edifício do velho colégio disponível, tendo tido várias utilizações de carácter civil. No ano de 1916, instituiu-se aqui oficialmente o Museu de Grão Vasco. A extensa e funcional fachada do Antigo Paço Episcopal apresenta-se sóbria nas suas linhas arquitetónicas. Desenvolve-se em três pisos rasgados por singelas janelas de vão retangular, destacando-se as do último andar, marcadas por varadim-balaustrado.
O acervo mais importante que o velho Paço guarda é, sem sombra de dúvida, formado pela obra de Vasco Fernandes - usualmente denominado Grão Vasco - e de outros pintores da sua oficina, da primeira metade do século XVI, conhecidos pintores da Escola de Viseu. A Grão Vasco são atribuídas telas como o Calvário e o Pentecostes, S. Pedro e, provavelmente, a sua melhor obra - a Sagrada Eucaristia, proveniente do Paço do Fontelo.
Outros núcleos importantes de pintura são-nos dados a apreciar neste museu, tais como a coleção de pintores naturalistas da segunda metade do século XIX, onde podemos ver telas de Silva Porto, Marques de Oliveira, mestre José Malhoa e Columbano Bordalo Pinheiro. Destacam-se ainda as aguarelas do século XIX de Alberto de Sousa, Roque Gameiro, Joaquim Lopes, José de Brito e Alfredo de Morais.
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